Encontro de Produtores inaugura nova fase da Orplana e projeta reestruturação da Canaoeste

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29/09/2015

Tradicional evento, que faz parte da programação da Fenasucro & Agrocana, reuniu mais de 400 pessoas em Sertãozinho-SP: em debate, estratégias para o futuro do setor
Está aberta, oficialmente, uma nova temporada para a Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil). O XV Encontro Anual de Produtores de Cana-de-Açúcar, realizado em parceria com a Canaoeste, no último dia 28 de agosto, como parte da programação da Fenasucro & Agrocana, reuniu a classe produtiva canavieira, parlamentares e líderes do segmento para debater estratégias para o futuro da cana e de seus subprodutos. O evento, já tradicional, que todo ano compõe a grade de atrações da maior feira de tecnologias para o setor sucroenergético do planeta, reuniu mais de 400 pessoas no Cred Clube, em Sertãozinho-SP, para marcar o início da nova fase da Orplana e preparar a reestruturação da Canaoeste, que será feita de forma semelhante. 
As duas entidades organizadoras representam, juntas, 20 mil produtores de cana do Centro-Sul. A Orplana é composta por 33 associações de classe e a Canaoeste possui 12 escritórios regionais e atua em 79 municípios, fornecendo matéria-prima para 36 unidades industriais. O presidente de ambas, Manoel Ortolan, abriu o evento com boas-vindas aos participantes. Ele afirmou que o momento é especial porque, em 2015, no dia 22 de julho, a Canaoeste completou 70 anos de existência. Para comemorar a data, segundo ele, a associação não programou festas, mas receberá, como presente, um plano de reestruturação, a exemplo do que foi pensado para a Orplana. 
O plano será elaborado por meio do projeto Caminhos da Cana, ação coordenada pelo professor da USP de Ribeirão Preto Marcos Fava Neves, que também é sócio da Markestrat, empresa contratada para dar novos rumos à associação. O projeto está percorrendo cidades das regiões de cobertura da Canaoeste, com o intuito de levantar as principais demandas dos produtores. A primeira fase do Caminhos, feita ao longo de 2014 e que terminou no último mês de novembro, fez um trabalho parecido com as associações ligadas à Orplana. O resultado foi um plano completo de reestruturação que será implantado nos próximos dez anos. As primeiras medidas, já tomadas, foram a mudança da sede, de Piracicaba-SP para Ribeirão Preto-SP, e a contratação de um gestor executivo, Celso Albano, para conduzir todo o processo.  
“Desde o ano passado, a Orplana estuda a base das associações e o que ela precisava mudar para estar mais próxima do fornecedor. A organização tem uma visão que envolve desde gerar conhecimento, informações de valor, até ter mais contato com a fragilidade e a realidade de cada associação. Esse encontro é o marco inicial dessa reestruturação. Estamos querendo dar mais importância à palavra do fornecedor e do presidente das associações. E vamos ter vários outros eventos com essa proposta nos próximos meses”, afirmou Albano.   
“É um evento já com um novo formato, uma nova cara da Orplana. O pessoal veio, correspondeu e o que queremos é proporcionar um ambiente para uma boa confraternização. Que os fornecedores de uma região conheçam os de outra, troquem suas experiências, conhecimentos e como um pode ajudar o outro”, disse Ortolan. 
Painéis
O painel “Sobrevivendo à Crise: Enxergando Além da Cana”, comandado pelo professor Marcos Fava Neves, abriu a programação e contou com a participação de fornecedores de cana que, apesar da crise, conseguem bons resultados na lavoura. Neves também foi o moderador do painel seguinte, "Pagamento de cana: da tonelada bruta ao CONSECANA – desafios atuais”, do qual participaram presidentes de associações. Eles discutiram questões históricas ligadas ao pagamento da cana, a evolução do sistema, além dos aprimoramentos necessários ao CONSECANA.   
“Estou muito contente em participar, porque uma nova Orplana apareceu e isso vai ser de grande ganho para os produtores. Acredito que tenha ficado o recado de que deve haver união e o de que cada um deve cuidar de seu próprio quintal, de seus custos. Foram esses dois fatores que tentei passar”, declarou o professor. 
No terceiro e último painel, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, fez o lançamento do Programa de Financiamento para Viveiros de Produção de MPBs (Mudas Pré-Brotadas). “No momento em que o desafio da produtividade agrícola para o setor canavieiro está cada vez mais presente, é ao lado de novas variedades que ele conseguirá progredir”. O secretário lembrou que a mecanização exige novas modalidades de plantio, com a necessidade de mais mudas, ao mesmo tempo em que é preciso reduzir custos. “Neste sentido, o sistema de mudas pré-brotadas é absolutamente inovador. A produtividade já na primeira colheita pode chegar a 100 toneladas por hectare”. 
O programa insere o sistema de produção de MPBs na linha de crédito de Sementes e Mudas, com juros subsidiados pelo FEAP (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista), ampliando o teto de financiamento dos atuais R$ 100 mil para R$ 200 mil por produtor, com taxa de 3% ao ano – podendo cair para 2,25% com bônus de adimplência – e prazo para quitação de cinco a seis anos, incluindo a carência de até dois anos. Os beneficiários são produtores rurais (pessoa física ou jurídica) e são financiáveis todos os itens necessários para a montagem da estrutura, bem como para aquisição de mudas e sementes, desde que façam parte do mesmo projeto de instalação. 
“Num momento como esse, em que nosso país está confuso, quem tiver voz, quem estiver unido, quem estiver falando em defesa do seu interesse vai pesar mais. É hora de nós, da agricultura, do setor sucroenergético, fazermos a lição de casa para ter voz ativa nesse processo”, concluiu Jardim.
A programação teve, também, a apresentação do modelo MPB e das atividades desenvolvidas em Ribeirão Preto, no Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico), ligado à Secretaria Estadual da Agricultura. O diretor do centro, Marcos Landell, falou sobre as pesquisas mais recentes visando ao aumento da produtividade dos canaviais. “Num momento crítico, como passa hoje a canavicultura, é importante estabelecer estratégias de enfrentamento. Não tenho dúvida de que esses caminhos passam pela produtividade. As pesquisas do IAC têm dado grande destaque à questão da verticalização dos processos produtivos, não só pela inclusão de novas variedades, mas adotando modelos de produção, de épocas de colheita, trabalhando a gestão da população de colmos. Enfim, tudo que contribua para a maior produtividade e, junto com isso, maior longevidade, fator também importantíssimo para a redução de custos”. 
Presença política
O evento foi encerrado com discursos dos deputados estaduais Davi Zaia, Welson Gasparini e Fernando Cury e do secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, Duarte Nogueira Júnior, que destacou a importância da união da classe produtora para o fortalecimento do setor sucroenergético, de reduzir custos e aumentar a eficiência e de atender às legislações que envolvem o segmento.   
“É necessário ter muita lucidez decisória, por exemplo, na hora de regulamentar e baixar o decreto do PRA (Programa de Regularização Ambiental), para não prejudicar o Estado, que tem 2,94% do território brasileiro – 248 mil quilômetros quadrados no meio de 8,5 milhões do território nacional –, mas 20% de todo o valor da produção agropecuária do país. Portanto, essas questões que envolvem a terra, a disponibilidade dela e os litígios sobre ela são importantes para manutenção de emprego e renda”, disse Nogueira. Ele também parabenizou Arnaldo Jardim pela atuação na agricultura paulista. O secretário, por sua vez, homenageou Manoel Ortolan, pelos trabalhos à frente das entidades que preside. Para Davi Zaia, a Orplana e a Canaoeste são exemplos de união e organização. “São entidades de liderança, que fazem com que o setor sucroenergético se reúna e se discuta. Isso é fundamental para que aumente sua produtividade e continue crescendo”. 
Tradicional evento, que faz parte da programação da
Fenasucro & Agrocana, reuniu mais de 400 pessoas em Sertãozinho-SP:
em debate, estratégias para o futuro do setor
 
Está aberta, oficialmente, uma nova temporada para a Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil). O XV Encontro Anual de Produtores de Cana-de-Açúcar, realizado em parceria com a Canaoeste, no último dia 28 de agosto, como parte da programação da Fenasucro & Agrocana, reuniu a classe produtiva canavieira, parlamentares e líderes do segmento para debater estratégias para o futuro da cana e de seus subprodutos. O evento, já tradicional, que todo ano compõe a grade de atrações da maior feira de tecnologias para o setor sucroenergético do planeta, reuniu mais de 400 pessoas no Cred Clube, em Sertãozinho-SP, para marcar o início da nova fase da Orplana e preparar a reestruturação da Canaoeste, que será feita de forma semelhante. 
As duas entidades organizadoras representam, juntas, 20 mil produtores de cana do Centro-Sul. A Orplana é composta por 33 associações de classe e a Canaoeste possui 12 escritórios regionais e atua em 79 municípios, fornecendo matéria-prima para 36 unidades industriais. O presidente de ambas, Manoel Ortolan, abriu o evento com boas-vindas aos participantes. Ele afirmou que o momento é especial porque, em 2015, no dia 22 de julho, a Canaoeste completou 70 anos de existência. Para comemorar a data, segundo ele, a associação não programou festas, mas receberá, como presente, um plano de reestruturação, a exemplo do que foi pensado para a Orplana. 
O plano será elaborado por meio do projeto Caminhos da Cana, ação coordenada pelo professor da USP de Ribeirão Preto Marcos Fava Neves, que também é sócio da Markestrat, empresa contratada para dar novos rumos à associação. O projeto está percorrendo cidades das regiões de cobertura da Canaoeste, com o intuito de levantar as principais demandas dos produtores. A primeira fase do Caminhos, feita ao longo de 2014 e que terminou no último mês de novembro, fez um trabalho parecido com as associações ligadas à Orplana. O resultado foi um plano completo de reestruturação que será implantado nos próximos dez anos. As primeiras medidas, já tomadas, foram a mudança da sede, de Piracicaba-SP para Ribeirão Preto-SP, e a contratação de um gestor executivo, Celso Albano, para conduzir todo o processo.  
“Desde o ano passado, a Orplana estuda a base das associações e o que ela precisava mudar para estar mais próxima do fornecedor. A organização tem uma visão que envolve desde gerar conhecimento, informações de valor, até ter mais contato com a fragilidade e a realidade de cada associação. Esse encontro é o marco inicial dessa reestruturação. Estamos querendo dar mais importância à palavra do fornecedor e do presidente das associações. E vamos ter vários outros eventos com essa proposta nos próximos meses”, afirmou Albano.   
“É um evento já com um novo formato, uma nova cara da Orplana. O pessoal veio, correspondeu e o que queremos é proporcionar um ambiente para uma boa confraternização. Que os fornecedores de uma região conheçam os de outra, troquem suas experiências, conhecimentos e como um pode ajudar o outro”, disse Ortolan. 
Painéis
O painel “Sobrevivendo à Crise: Enxergando Além da Cana”, comandado pelo professor Marcos Fava Neves, abriu a programação e contou com a participação de fornecedores de cana que, apesar da crise, conseguem bons resultados na lavoura. Neves também foi o moderador do painel seguinte, "Pagamento de cana: da tonelada bruta ao CONSECANA – desafios atuais”, do qual participaram presidentes de associações. Eles discutiram questões históricas ligadas ao pagamento da cana, a evolução do sistema, além dos aprimoramentos necessários ao CONSECANA.   
“Estou muito contente em participar, porque uma nova Orplana apareceu e isso vai ser de grande ganho para os produtores. Acredito que tenha ficado o recado de que deve haver união e o de que cada um deve cuidar de seu próprio quintal, de seus custos. Foram esses dois fatores que tentei passar”, declarou o professor. 
No terceiro e último painel, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, fez o lançamento do Programa de Financiamento para Viveiros de Produção de MPBs (Mudas Pré-Brotadas). “No momento em que o desafio da produtividade agrícola para o setor canavieiro está cada vez mais presente, é ao lado de novas variedades que ele conseguirá progredir”. O secretário lembrou que a mecanização exige novas modalidades de plantio, com a necessidade de mais mudas, ao mesmo tempo em que é preciso reduzir custos. “Neste sentido, o sistema de mudas pré-brotadas é absolutamente inovador. A produtividade já na primeira colheita pode chegar a 100 toneladas por hectare”. 
O programa insere o sistema de produção de MPBs na linha de crédito de Sementes e Mudas, com juros subsidiados pelo FEAP (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista), ampliando o teto de financiamento dos atuais R$ 100 mil para R$ 200 mil por produtor, com taxa de 3% ao ano – podendo cair para 2,25% com bônus de adimplência – e prazo para quitação de cinco a seis anos, incluindo a carência de até dois anos. Os beneficiários são produtores rurais (pessoa física ou jurídica) e são financiáveis todos os itens necessários para a montagem da estrutura, bem como para aquisição de mudas e sementes, desde que façam parte do mesmo projeto de instalação. 
“Num momento como esse, em que nosso país está confuso, quem tiver voz, quem estiver unido, quem estiver falando em defesa do seu interesse vai pesar mais. É hora de nós, da agricultura, do setor sucroenergético, fazermos a lição de casa para ter voz ativa nesse processo”, concluiu Jardim.
A programação teve, também, a apresentação do modelo MPB e das atividades desenvolvidas em Ribeirão Preto, no Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico), ligado à Secretaria Estadual da Agricultura. O diretor do centro, Marcos Landell, falou sobre as pesquisas mais recentes visando ao aumento da produtividade dos canaviais. “Num momento crítico, como passa hoje a canavicultura, é importante estabelecer estratégias de enfrentamento. Não tenho dúvida de que esses caminhos passam pela produtividade. As pesquisas do IAC têm dado grande destaque à questão da verticalização dos processos produtivos, não só pela inclusão de novas variedades, mas adotando modelos de produção, de épocas de colheita, trabalhando a gestão da população de colmos. Enfim, tudo que contribua para a maior produtividade e, junto com isso, maior longevidade, fator também importantíssimo para a redução de custos”. 
Presença política
O evento foi encerrado com discursos dos deputados estaduais Davi Zaia, Welson Gasparini e Fernando Cury e do secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, Duarte Nogueira Júnior, que destacou a importância da união da classe produtora para o fortalecimento do setor sucroenergético, de reduzir custos e aumentar a eficiência e de atender às legislações que envolvem o segmento.   
“É necessário ter muita lucidez decisória, por exemplo, na hora de regulamentar e baixar o decreto do PRA (Programa de Regularização Ambiental), para não prejudicar o Estado, que tem 2,94% do território brasileiro – 248 mil quilômetros quadrados no meio de 8,5 milhões do território nacional –, mas 20% de todo o valor da produção agropecuária do país. Portanto, essas questões que envolvem a terra, a disponibilidade dela e os litígios sobre ela são importantes para manutenção de emprego e renda”, disse Nogueira. Ele também parabenizou Arnaldo Jardim pela atuação na agricultura paulista. O secretário, por sua vez, homenageou Manoel Ortolan, pelos trabalhos à frente das entidades que preside. Para Davi Zaia, a Orplana e a Canaoeste são exemplos de união e organização. “São entidades de liderança, que fazem com que o setor sucroenergético se reúna e se discuta. Isso é fundamental para que aumente sua produtividade e continue crescendo”. 

Fonte: Revista Canavieiros - ed. 111

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Encontro de Produtores inaugura nova fase da Orplana e projeta reestruturação da Canaoeste

29/09/2015

Tradicional evento, que faz parte da programação da Fenasucro & Agrocana, reuniu mais de 400 pessoas em Sertãozinho-SP: em debate, estratégias para o futuro do setor
Está aberta, oficialmente, uma nova temporada para a Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil). O XV Encontro Anual de Produtores de Cana-de-Açúcar, realizado em parceria com a Canaoeste, no último dia 28 de agosto, como parte da programação da Fenasucro & Agrocana, reuniu a classe produtiva canavieira, parlamentares e líderes do segmento para debater estratégias para o futuro da cana e de seus subprodutos. O evento, já tradicional, que todo ano compõe a grade de atrações da maior feira de tecnologias para o setor sucroenergético do planeta, reuniu mais de 400 pessoas no Cred Clube, em Sertãozinho-SP, para marcar o início da nova fase da Orplana e preparar a reestruturação da Canaoeste, que será feita de forma semelhante. 
As duas entidades organizadoras representam, juntas, 20 mil produtores de cana do Centro-Sul. A Orplana é composta por 33 associações de classe e a Canaoeste possui 12 escritórios regionais e atua em 79 municípios, fornecendo matéria-prima para 36 unidades industriais. O presidente de ambas, Manoel Ortolan, abriu o evento com boas-vindas aos participantes. Ele afirmou que o momento é especial porque, em 2015, no dia 22 de julho, a Canaoeste completou 70 anos de existência. Para comemorar a data, segundo ele, a associação não programou festas, mas receberá, como presente, um plano de reestruturação, a exemplo do que foi pensado para a Orplana. 
O plano será elaborado por meio do projeto Caminhos da Cana, ação coordenada pelo professor da USP de Ribeirão Preto Marcos Fava Neves, que também é sócio da Markestrat, empresa contratada para dar novos rumos à associação. O projeto está percorrendo cidades das regiões de cobertura da Canaoeste, com o intuito de levantar as principais demandas dos produtores. A primeira fase do Caminhos, feita ao longo de 2014 e que terminou no último mês de novembro, fez um trabalho parecido com as associações ligadas à Orplana. O resultado foi um plano completo de reestruturação que será implantado nos próximos dez anos. As primeiras medidas, já tomadas, foram a mudança da sede, de Piracicaba-SP para Ribeirão Preto-SP, e a contratação de um gestor executivo, Celso Albano, para conduzir todo o processo.  
“Desde o ano passado, a Orplana estuda a base das associações e o que ela precisava mudar para estar mais próxima do fornecedor. A organização tem uma visão que envolve desde gerar conhecimento, informações de valor, até ter mais contato com a fragilidade e a realidade de cada associação. Esse encontro é o marco inicial dessa reestruturação. Estamos querendo dar mais importância à palavra do fornecedor e do presidente das associações. E vamos ter vários outros eventos com essa proposta nos próximos meses”, afirmou Albano.   
“É um evento já com um novo formato, uma nova cara da Orplana. O pessoal veio, correspondeu e o que queremos é proporcionar um ambiente para uma boa confraternização. Que os fornecedores de uma região conheçam os de outra, troquem suas experiências, conhecimentos e como um pode ajudar o outro”, disse Ortolan. 
Painéis
O painel “Sobrevivendo à Crise: Enxergando Além da Cana”, comandado pelo professor Marcos Fava Neves, abriu a programação e contou com a participação de fornecedores de cana que, apesar da crise, conseguem bons resultados na lavoura. Neves também foi o moderador do painel seguinte, "Pagamento de cana: da tonelada bruta ao CONSECANA – desafios atuais”, do qual participaram presidentes de associações. Eles discutiram questões históricas ligadas ao pagamento da cana, a evolução do sistema, além dos aprimoramentos necessários ao CONSECANA.   
“Estou muito contente em participar, porque uma nova Orplana apareceu e isso vai ser de grande ganho para os produtores. Acredito que tenha ficado o recado de que deve haver união e o de que cada um deve cuidar de seu próprio quintal, de seus custos. Foram esses dois fatores que tentei passar”, declarou o professor. 
No terceiro e último painel, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, fez o lançamento do Programa de Financiamento para Viveiros de Produção de MPBs (Mudas Pré-Brotadas). “No momento em que o desafio da produtividade agrícola para o setor canavieiro está cada vez mais presente, é ao lado de novas variedades que ele conseguirá progredir”. O secretário lembrou que a mecanização exige novas modalidades de plantio, com a necessidade de mais mudas, ao mesmo tempo em que é preciso reduzir custos. “Neste sentido, o sistema de mudas pré-brotadas é absolutamente inovador. A produtividade já na primeira colheita pode chegar a 100 toneladas por hectare”. 
O programa insere o sistema de produção de MPBs na linha de crédito de Sementes e Mudas, com juros subsidiados pelo FEAP (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista), ampliando o teto de financiamento dos atuais R$ 100 mil para R$ 200 mil por produtor, com taxa de 3% ao ano – podendo cair para 2,25% com bônus de adimplência – e prazo para quitação de cinco a seis anos, incluindo a carência de até dois anos. Os beneficiários são produtores rurais (pessoa física ou jurídica) e são financiáveis todos os itens necessários para a montagem da estrutura, bem como para aquisição de mudas e sementes, desde que façam parte do mesmo projeto de instalação. 
“Num momento como esse, em que nosso país está confuso, quem tiver voz, quem estiver unido, quem estiver falando em defesa do seu interesse vai pesar mais. É hora de nós, da agricultura, do setor sucroenergético, fazermos a lição de casa para ter voz ativa nesse processo”, concluiu Jardim.
A programação teve, também, a apresentação do modelo MPB e das atividades desenvolvidas em Ribeirão Preto, no Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico), ligado à Secretaria Estadual da Agricultura. O diretor do centro, Marcos Landell, falou sobre as pesquisas mais recentes visando ao aumento da produtividade dos canaviais. “Num momento crítico, como passa hoje a canavicultura, é importante estabelecer estratégias de enfrentamento. Não tenho dúvida de que esses caminhos passam pela produtividade. As pesquisas do IAC têm dado grande destaque à questão da verticalização dos processos produtivos, não só pela inclusão de novas variedades, mas adotando modelos de produção, de épocas de colheita, trabalhando a gestão da população de colmos. Enfim, tudo que contribua para a maior produtividade e, junto com isso, maior longevidade, fator também importantíssimo para a redução de custos”. 
Presença política
O evento foi encerrado com discursos dos deputados estaduais Davi Zaia, Welson Gasparini e Fernando Cury e do secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, Duarte Nogueira Júnior, que destacou a importância da união da classe produtora para o fortalecimento do setor sucroenergético, de reduzir custos e aumentar a eficiência e de atender às legislações que envolvem o segmento.   
“É necessário ter muita lucidez decisória, por exemplo, na hora de regulamentar e baixar o decreto do PRA (Programa de Regularização Ambiental), para não prejudicar o Estado, que tem 2,94% do território brasileiro – 248 mil quilômetros quadrados no meio de 8,5 milhões do território nacional –, mas 20% de todo o valor da produção agropecuária do país. Portanto, essas questões que envolvem a terra, a disponibilidade dela e os litígios sobre ela são importantes para manutenção de emprego e renda”, disse Nogueira. Ele também parabenizou Arnaldo Jardim pela atuação na agricultura paulista. O secretário, por sua vez, homenageou Manoel Ortolan, pelos trabalhos à frente das entidades que preside. Para Davi Zaia, a Orplana e a Canaoeste são exemplos de união e organização. “São entidades de liderança, que fazem com que o setor sucroenergético se reúna e se discuta. Isso é fundamental para que aumente sua produtividade e continue crescendo”. 
Tradicional evento, que faz parte da programação da
Fenasucro & Agrocana, reuniu mais de 400 pessoas em Sertãozinho-SP:
em debate, estratégias para o futuro do setor
 
Está aberta, oficialmente, uma nova temporada para a Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil). O XV Encontro Anual de Produtores de Cana-de-Açúcar, realizado em parceria com a Canaoeste, no último dia 28 de agosto, como parte da programação da Fenasucro & Agrocana, reuniu a classe produtiva canavieira, parlamentares e líderes do segmento para debater estratégias para o futuro da cana e de seus subprodutos. O evento, já tradicional, que todo ano compõe a grade de atrações da maior feira de tecnologias para o setor sucroenergético do planeta, reuniu mais de 400 pessoas no Cred Clube, em Sertãozinho-SP, para marcar o início da nova fase da Orplana e preparar a reestruturação da Canaoeste, que será feita de forma semelhante. 
As duas entidades organizadoras representam, juntas, 20 mil produtores de cana do Centro-Sul. A Orplana é composta por 33 associações de classe e a Canaoeste possui 12 escritórios regionais e atua em 79 municípios, fornecendo matéria-prima para 36 unidades industriais. O presidente de ambas, Manoel Ortolan, abriu o evento com boas-vindas aos participantes. Ele afirmou que o momento é especial porque, em 2015, no dia 22 de julho, a Canaoeste completou 70 anos de existência. Para comemorar a data, segundo ele, a associação não programou festas, mas receberá, como presente, um plano de reestruturação, a exemplo do que foi pensado para a Orplana. 
O plano será elaborado por meio do projeto Caminhos da Cana, ação coordenada pelo professor da USP de Ribeirão Preto Marcos Fava Neves, que também é sócio da Markestrat, empresa contratada para dar novos rumos à associação. O projeto está percorrendo cidades das regiões de cobertura da Canaoeste, com o intuito de levantar as principais demandas dos produtores. A primeira fase do Caminhos, feita ao longo de 2014 e que terminou no último mês de novembro, fez um trabalho parecido com as associações ligadas à Orplana. O resultado foi um plano completo de reestruturação que será implantado nos próximos dez anos. As primeiras medidas, já tomadas, foram a mudança da sede, de Piracicaba-SP para Ribeirão Preto-SP, e a contratação de um gestor executivo, Celso Albano, para conduzir todo o processo.  
“Desde o ano passado, a Orplana estuda a base das associações e o que ela precisava mudar para estar mais próxima do fornecedor. A organização tem uma visão que envolve desde gerar conhecimento, informações de valor, até ter mais contato com a fragilidade e a realidade de cada associação. Esse encontro é o marco inicial dessa reestruturação. Estamos querendo dar mais importância à palavra do fornecedor e do presidente das associações. E vamos ter vários outros eventos com essa proposta nos próximos meses”, afirmou Albano.   
“É um evento já com um novo formato, uma nova cara da Orplana. O pessoal veio, correspondeu e o que queremos é proporcionar um ambiente para uma boa confraternização. Que os fornecedores de uma região conheçam os de outra, troquem suas experiências, conhecimentos e como um pode ajudar o outro”, disse Ortolan. 
Painéis
O painel “Sobrevivendo à Crise: Enxergando Além da Cana”, comandado pelo professor Marcos Fava Neves, abriu a programação e contou com a participação de fornecedores de cana que, apesar da crise, conseguem bons resultados na lavoura. Neves também foi o moderador do painel seguinte, "Pagamento de cana: da tonelada bruta ao CONSECANA – desafios atuais”, do qual participaram presidentes de associações. Eles discutiram questões históricas ligadas ao pagamento da cana, a evolução do sistema, além dos aprimoramentos necessários ao CONSECANA.   
“Estou muito contente em participar, porque uma nova Orplana apareceu e isso vai ser de grande ganho para os produtores. Acredito que tenha ficado o recado de que deve haver união e o de que cada um deve cuidar de seu próprio quintal, de seus custos. Foram esses dois fatores que tentei passar”, declarou o professor. 
No terceiro e último painel, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, fez o lançamento do Programa de Financiamento para Viveiros de Produção de MPBs (Mudas Pré-Brotadas). “No momento em que o desafio da produtividade agrícola para o setor canavieiro está cada vez mais presente, é ao lado de novas variedades que ele conseguirá progredir”. O secretário lembrou que a mecanização exige novas modalidades de plantio, com a necessidade de mais mudas, ao mesmo tempo em que é preciso reduzir custos. “Neste sentido, o sistema de mudas pré-brotadas é absolutamente inovador. A produtividade já na primeira colheita pode chegar a 100 toneladas por hectare”. 
O programa insere o sistema de produção de MPBs na linha de crédito de Sementes e Mudas, com juros subsidiados pelo FEAP (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista), ampliando o teto de financiamento dos atuais R$ 100 mil para R$ 200 mil por produtor, com taxa de 3% ao ano – podendo cair para 2,25% com bônus de adimplência – e prazo para quitação de cinco a seis anos, incluindo a carência de até dois anos. Os beneficiários são produtores rurais (pessoa física ou jurídica) e são financiáveis todos os itens necessários para a montagem da estrutura, bem como para aquisição de mudas e sementes, desde que façam parte do mesmo projeto de instalação. 
“Num momento como esse, em que nosso país está confuso, quem tiver voz, quem estiver unido, quem estiver falando em defesa do seu interesse vai pesar mais. É hora de nós, da agricultura, do setor sucroenergético, fazermos a lição de casa para ter voz ativa nesse processo”, concluiu Jardim.
A programação teve, também, a apresentação do modelo MPB e das atividades desenvolvidas em Ribeirão Preto, no Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico), ligado à Secretaria Estadual da Agricultura. O diretor do centro, Marcos Landell, falou sobre as pesquisas mais recentes visando ao aumento da produtividade dos canaviais. “Num momento crítico, como passa hoje a canavicultura, é importante estabelecer estratégias de enfrentamento. Não tenho dúvida de que esses caminhos passam pela produtividade. As pesquisas do IAC têm dado grande destaque à questão da verticalização dos processos produtivos, não só pela inclusão de novas variedades, mas adotando modelos de produção, de épocas de colheita, trabalhando a gestão da população de colmos. Enfim, tudo que contribua para a maior produtividade e, junto com isso, maior longevidade, fator também importantíssimo para a redução de custos”. 
Presença política
O evento foi encerrado com discursos dos deputados estaduais Davi Zaia, Welson Gasparini e Fernando Cury e do secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, Duarte Nogueira Júnior, que destacou a importância da união da classe produtora para o fortalecimento do setor sucroenergético, de reduzir custos e aumentar a eficiência e de atender às legislações que envolvem o segmento.   
“É necessário ter muita lucidez decisória, por exemplo, na hora de regulamentar e baixar o decreto do PRA (Programa de Regularização Ambiental), para não prejudicar o Estado, que tem 2,94% do território brasileiro – 248 mil quilômetros quadrados no meio de 8,5 milhões do território nacional –, mas 20% de todo o valor da produção agropecuária do país. Portanto, essas questões que envolvem a terra, a disponibilidade dela e os litígios sobre ela são importantes para manutenção de emprego e renda”, disse Nogueira. Ele também parabenizou Arnaldo Jardim pela atuação na agricultura paulista. O secretário, por sua vez, homenageou Manoel Ortolan, pelos trabalhos à frente das entidades que preside. Para Davi Zaia, a Orplana e a Canaoeste são exemplos de união e organização. “São entidades de liderança, que fazem com que o setor sucroenergético se reúna e se discuta. Isso é fundamental para que aumente sua produtividade e continue crescendo”.