Pragas na Cana

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06/06/2013

MANEJO DAS PRINCIPAIS PRAGAS DA CANA DE AÇÚCAR
Os danos causados pelos insetos a cana são variados e podem ser observados em todos os órgãos vegetais. Devido ao ataque de pragas, a cultura de cana-de-açucar contabiliza anualmente perdas muito altas. O uso incorreto dos defensivos agrícolas pode colaborar para o aumento das pragas, forçando uma evolução e surgimento de espécies resistentes a determinados inseticidas, causando redução da produtividade pela dificuldade de controle. Para um controle eficiente das pragas, é necessária a correta identificação e quantificação e consequentemente uma associação de métodos de controle: culturais, comportamental, físico, biológico, químico, entre outros.
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS
São conjunto de medidas que visam manter os prejuízos das pragas abaixo do nível de dano econômico, possibilitando a diminuição do uso defensivos agrícolas e contribuindo com sobrevivência dos inimigos naturais. Sistema de manejo de populações de pragas que utiliza todas as técnicas disponíveis para mantê-las abaixo dos níveis em que causam danos econômicos (Smith e Van Den Bosch 1.967).
As principais pragas serão divididas em grupos, como segue abaixo:
 
1- PRAGAS DE SOLO E RAIZ
 

Cigarrinha da raiz (Mahanarva fimbriolata)
A colheita da cana crua, sem a queima prévia da palha, favoreceu o crescimento populacional desta praga, devido ao depósito de palhada sobre o solo e consequentemente o aumento da umidade. As ninfas se alimentam de raízes e vivem na base do colmo, protegida por uma espuma que evita a sua dessecação. Os adultos são de coloração vermelho escuro e injetam toxinas nas plantas. A fêmea faz postura próxima ao colo e os ovos podem cair na linha da cana. Quando há excedente hídrico (primavera/verão), há possibilidade de ocorrência em período de 6 meses, ocorrendo uma nova geração a cada 2 meses. No período sem umidade os ovos entram em diapausa e no início do período chuvoso ocorre a eclosão, quando devemos iniciar os levantamentos.
Prejuízos: danos no campo: morte dos perfilhos, brotações laterais, desidratação, amarelecimento, “queima da cana”. Danos na indústria: interferência significativa na qualidade da matéria prima, redução da sacarose, aumento das contaminações, aumento nas fibras.
Controle: biológico com fungo Metharizium anisopliae ou controle químico dependendo das populações. Pode-se também associar os dois controles: biológico e químico. 

Cigarrinha
Migdolus (Migdolus fryanus)
Os adultos são besouros marcantes, medindo aproximadamente de 12 a 37 mm. Os machos são pretos, castanho-escuros ou de cor castanha-avermelhada. As fêmeas são geralmente mais claras (marrom ferrugínea). A fêmea não voa, o macho realizada revoada e vão a superfície do solo para cópula, macho é atraído pelo cheiro da fêmea (feromônio). As revoadas ocorrem normalmente de novembro a março. O ciclo biológico dura em média dois anos. As larvas são pragas agressivas, de grande mobilidade no solo e de difícil controle, e as populações são mais elevadas na camada superficial do solo na época fria e seca do ano, penetram grandes profundidades no solo, são brancas e leitosas e no final deste estágio, é construída uma câmara onde as larvas transformam-se em pupa.
Prejuízos: danos causados pelas larvas, ataque em reboleira, as larvas atacam rizomas e  as raízes, causam o secamento e morte das plantas, especialmente as soqueiras.
Controle: destruição mecânica com gradagem pesada ou aração e aplicação de inseticida. Aplicar inseticida no sulco de plantio. Realizar monitoramento para detecção da praga com armadilhas de feromônio no nível do solo.
 
Migdolus  
Sphenophorus levis
É um besouro, conhecido como bicudo da cana. Os adultos medem de 12 a 15 mm de comprimento, são marrons escuros com manchas pretas sobre o dorso. Quando tocados os adultos simulam de mortos. Os ovos são colocados no interior dos colmos, abaixo do nível do solo. As larvas são mais abundantes na época seca do ano, com pico populacional em junho-julho. O pico populacional de adultos ocorre em março.
Prejuízo: os danos são causados pelas larvas que broqueiam os rizomas e algumas vezes o primeiro entrenó basal. Consequências: amarelecimento de folhas, seca e morte de perfilhos. Estes sintomas são mais facilmente visualizados no período seco do ano.
Controle: uso de armadilha feitas com toletes de cana embebidos em solução de inseticida, colocados no canavial, sobre o solo e protegido pela palha. Destruição das soqueiras, com eliminador de soqueiras, na época de ocorrência das larvas. Uso de mudas isenta de pragas. Aplicação de inseticida no sulco de plantio.
 
Sphenophorus levis  

Broca peluda (Hyponeuma taltula)

Lagarta que ataca plantas novas, a mariposa coloca ovos na base das plantas ou no palhiço sobre o solo. No plantio a população é pequena, mas aumenta com os cortes.
Prejuízos: as lagartas penetram o colmo pela base e danificam essa região e raramente caminham em direção ao palmito, quando isso ocorre em plantas mais novas, causam o “coração morto”. Os danos em canaviais mais jovens são amarelecimento, secamento e até a morte de perfilhos. Reduz stand do canavial. Em canaviais mais adultos, ocasionam perda de peso, brotação lateral, enraizamento aéreo, canas quebradas.
Controle: químico, quando ocorrem altas infestações, com aplicação na linha e na entrelinha da cana a 15 cm de profundidade.

broca peluda  
 
Cupins
São insetos sociais, possuem hábito subterrâneo, atacam os toletes de plantio, entrenós basais e raízes da cana, vivem em colônias causando danos severos em todo o ciclo da cultura. A espécie mais importante é Heterotermes tenuis porque é mais danosa e frequente. Além dessa, outras espécies dos gêneros Neocapritermes, Procornitermes, Cornitermes, entre outras, podem causar danos. As populações na região da raiz são maiores no período seco, embora são frequentes no canavial o ano todo.
Prejuízos: na cana soca, destruição de rizomas com morte de gemas e falhas na brotação das soqueiras. Danos em toletes de cana utilizados no plantio, ocasionando falhas na brotação da cana planta. Redução da longevidade do canavial, comprometimento da produtividade agrícola.
Controle: identificação das áreas com danos e quantificação das populações e espécies ocorrentes. Operações de preparo do solo para o plantio bem realizadas porque desestruturam as colônias e reduzem populações. Aplicação de inseticidas na cobrição das mudas no plantio.

Cupins


Lagarta Elasmo (Elasmopalpus lignosellus)
A lagarta é ágil, de coloração verde-azulada, constrói abrigo de teia e terra nas radicelas, ataca região da planta situada no nível do solo e predominantemente abaixo desse. A cinza deixada pela queimada atrai a lagarta, prefere ambiente seco e solo arenoso e atacam plantas novas, recém brotadas.
Prejuízo: causa “coração morto”, secamento das plantas, diminuição do stand, ataca brotações novas. Prejuízos maiores na cana planta.
Controle: uso de irrigação de sobrevivência, uso de palhada, colher cana crua.

Lagarta Elasmo
 
2- PRAGAS DA PARTE AÉREA

Broca da cana (
Diatraea sacharalis)

Atualmente é considerada a principal praga da cultura. Para cada 1% de índice de intensidade de infestação, ocorre uma redução de 0,42% de açúcar, 0,21% de álcool e 1,14% na produção de matéria prima. A postura dos ovos é realizada de forma embricada, semelhante as escamas. As lagartas recém eclodidas raspam as folhas e caminham na direção do colmo. Ao penetrar no colmo, iniciam a alimentação através da construção de galerias, em direção ao palmito.
Danos no campo: cana planta é mais prejudicada, provavelmente devido ao seu alto vigor vegetativo, diminuição de peso, “coração morto”, quebra da dominância apical, brotações laterais, enraizamento aéreo. Danos na indústria: podridão vermelha, causada por fungos, que penetram os entrenós pelo orifícios abertos pela broca, redução da sacarose, prejudica produção de açúcar e álcool.
Controle: biológico, monitorar as populações, realizar liberação de parasitóides, como Cotesia flavipes (6.000 adultos/ha) e uso de Trichogramma spp que parasita os ovos, quando necessário. Químico: controlar quimicamente em altas intensidades de infestações sempre associado ao controle biológico.
 
Broca da cana

Broca Gigante (Telchin licus)

As lagartas são grandes, podem medir até 80 mm de comprimento. São esbranquiçadas. As lagartas recém nascidas perfuram os colmos e constroem galerias, bem maiores do que as da broca da cana. Também abrem galerias na base do colmo (internódios basais ou entre raízes), onde se protegem. Ocorre principalmente na região Nordeste, os ovos são depositados em touceiras velhas junto ao solo.
Prejuízos: ao perfurarem o colmo, as lagartas causam a morte das plantas ou significativa perda de peso. Facilitam a penetração de fungos (podridão vermelha), diminuem produção de açúcar. Ao se alimentarem dos rizomas (internódios basais) debilitam e reduzem o poder de brotação das soqueiras.
Controle: destruição mecânica das soqueiras e de restos culturais, catação manual das lagartas (uso de espetos).
 
Broca Gigante

Formigas cortadeiras

As formigas mais importantes pertencem ao gênero Atta e Acromyrmex. São conhecidas como saúvas e quenquéns, causam grande perda por ano. Cortam as folhas e cultivam e comem fungos. As saúvas causam maiores danos devido ao maior número de indivíduos na colônia e da área que exploram.  As espécies que se alimentam de gramíneas são: Atta bisphaerica (saúva mata pasto) e Atta capiguara (saúva parda).
Prejuízos:  desfolha, danos resultantes do corte das folhas durante o ano todo. Redução de peso, altura e densidade dos colmos. Redução de produtividade agrícola e qualidade da matéria prima.
Controle: no preparo de solo, destruição mecânica das soqueiras, para destruição das colônias, Uso de termonebulização e uso de iscas granuladas ao lado dos carreiros, a 20 cm dos oleiros. Monitoramento frequente das áreas.


3- 
PARASITAS


Nematóides

Meloidogyne javanica e M. incognita: são endoparasitas que penetram no tecido vegetal das raízes, depositando e multiplicando ovos, ocorrem em reboleira e formam galhas (deformações nas raízes). 
Pratylencus spp.: são endoparasitos migradores, penetram no tecido vegetal das raízes e podem voltar ao solo, ocorre em reboleira.
Prejuízos: os sintomas da parte aérea são reflexos dos ataques que se restrigem ao sistema radicular. Os nematoides injetam toxinas nas raízes. As raízes ficam pouco desenvolvidas e formam poucas radicelas, a planta fica com tamanho reduzido, ocorre murchamento da folhas nas horas mais quentes, queda prematura das folhas e nanismo. Redução da produtividade agrícola.
Controle: químico com nematicidas quando detectada infestações altas. Uso de variedades resistentes. 

Nematóides  

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Pragas na Cana

06/06/2013

MANEJO DAS PRINCIPAIS PRAGAS DA CANA DE AÇÚCAR
Os danos causados pelos insetos a cana são variados e podem ser observados em todos os órgãos vegetais. Devido ao ataque de pragas, a cultura de cana-de-açucar contabiliza anualmente perdas muito altas. O uso incorreto dos defensivos agrícolas pode colaborar para o aumento das pragas, forçando uma evolução e surgimento de espécies resistentes a determinados inseticidas, causando redução da produtividade pela dificuldade de controle. Para um controle eficiente das pragas, é necessária a correta identificação e quantificação e consequentemente uma associação de métodos de controle: culturais, comportamental, físico, biológico, químico, entre outros.
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS
São conjunto de medidas que visam manter os prejuízos das pragas abaixo do nível de dano econômico, possibilitando a diminuição do uso defensivos agrícolas e contribuindo com sobrevivência dos inimigos naturais. Sistema de manejo de populações de pragas que utiliza todas as técnicas disponíveis para mantê-las abaixo dos níveis em que causam danos econômicos (Smith e Van Den Bosch 1.967).
As principais pragas serão divididas em grupos, como segue abaixo:
 
1- PRAGAS DE SOLO E RAIZ
 

Cigarrinha da raiz (Mahanarva fimbriolata)
A colheita da cana crua, sem a queima prévia da palha, favoreceu o crescimento populacional desta praga, devido ao depósito de palhada sobre o solo e consequentemente o aumento da umidade. As ninfas se alimentam de raízes e vivem na base do colmo, protegida por uma espuma que evita a sua dessecação. Os adultos são de coloração vermelho escuro e injetam toxinas nas plantas. A fêmea faz postura próxima ao colo e os ovos podem cair na linha da cana. Quando há excedente hídrico (primavera/verão), há possibilidade de ocorrência em período de 6 meses, ocorrendo uma nova geração a cada 2 meses. No período sem umidade os ovos entram em diapausa e no início do período chuvoso ocorre a eclosão, quando devemos iniciar os levantamentos.
Prejuízos: danos no campo: morte dos perfilhos, brotações laterais, desidratação, amarelecimento, “queima da cana”. Danos na indústria: interferência significativa na qualidade da matéria prima, redução da sacarose, aumento das contaminações, aumento nas fibras.
Controle: biológico com fungo Metharizium anisopliae ou controle químico dependendo das populações. Pode-se também associar os dois controles: biológico e químico. 

Cigarrinha
Migdolus (Migdolus fryanus)
Os adultos são besouros marcantes, medindo aproximadamente de 12 a 37 mm. Os machos são pretos, castanho-escuros ou de cor castanha-avermelhada. As fêmeas são geralmente mais claras (marrom ferrugínea). A fêmea não voa, o macho realizada revoada e vão a superfície do solo para cópula, macho é atraído pelo cheiro da fêmea (feromônio). As revoadas ocorrem normalmente de novembro a março. O ciclo biológico dura em média dois anos. As larvas são pragas agressivas, de grande mobilidade no solo e de difícil controle, e as populações são mais elevadas na camada superficial do solo na época fria e seca do ano, penetram grandes profundidades no solo, são brancas e leitosas e no final deste estágio, é construída uma câmara onde as larvas transformam-se em pupa.
Prejuízos: danos causados pelas larvas, ataque em reboleira, as larvas atacam rizomas e  as raízes, causam o secamento e morte das plantas, especialmente as soqueiras.
Controle: destruição mecânica com gradagem pesada ou aração e aplicação de inseticida. Aplicar inseticida no sulco de plantio. Realizar monitoramento para detecção da praga com armadilhas de feromônio no nível do solo.
 
Migdolus  
Sphenophorus levis
É um besouro, conhecido como bicudo da cana. Os adultos medem de 12 a 15 mm de comprimento, são marrons escuros com manchas pretas sobre o dorso. Quando tocados os adultos simulam de mortos. Os ovos são colocados no interior dos colmos, abaixo do nível do solo. As larvas são mais abundantes na época seca do ano, com pico populacional em junho-julho. O pico populacional de adultos ocorre em março.
Prejuízo: os danos são causados pelas larvas que broqueiam os rizomas e algumas vezes o primeiro entrenó basal. Consequências: amarelecimento de folhas, seca e morte de perfilhos. Estes sintomas são mais facilmente visualizados no período seco do ano.
Controle: uso de armadilha feitas com toletes de cana embebidos em solução de inseticida, colocados no canavial, sobre o solo e protegido pela palha. Destruição das soqueiras, com eliminador de soqueiras, na época de ocorrência das larvas. Uso de mudas isenta de pragas. Aplicação de inseticida no sulco de plantio.
 
Sphenophorus levis  

Broca peluda (Hyponeuma taltula)

Lagarta que ataca plantas novas, a mariposa coloca ovos na base das plantas ou no palhiço sobre o solo. No plantio a população é pequena, mas aumenta com os cortes.
Prejuízos: as lagartas penetram o colmo pela base e danificam essa região e raramente caminham em direção ao palmito, quando isso ocorre em plantas mais novas, causam o “coração morto”. Os danos em canaviais mais jovens são amarelecimento, secamento e até a morte de perfilhos. Reduz stand do canavial. Em canaviais mais adultos, ocasionam perda de peso, brotação lateral, enraizamento aéreo, canas quebradas.
Controle: químico, quando ocorrem altas infestações, com aplicação na linha e na entrelinha da cana a 15 cm de profundidade.

broca peluda  
 
Cupins
São insetos sociais, possuem hábito subterrâneo, atacam os toletes de plantio, entrenós basais e raízes da cana, vivem em colônias causando danos severos em todo o ciclo da cultura. A espécie mais importante é Heterotermes tenuis porque é mais danosa e frequente. Além dessa, outras espécies dos gêneros Neocapritermes, Procornitermes, Cornitermes, entre outras, podem causar danos. As populações na região da raiz são maiores no período seco, embora são frequentes no canavial o ano todo.
Prejuízos: na cana soca, destruição de rizomas com morte de gemas e falhas na brotação das soqueiras. Danos em toletes de cana utilizados no plantio, ocasionando falhas na brotação da cana planta. Redução da longevidade do canavial, comprometimento da produtividade agrícola.
Controle: identificação das áreas com danos e quantificação das populações e espécies ocorrentes. Operações de preparo do solo para o plantio bem realizadas porque desestruturam as colônias e reduzem populações. Aplicação de inseticidas na cobrição das mudas no plantio.

Cupins


Lagarta Elasmo (Elasmopalpus lignosellus)
A lagarta é ágil, de coloração verde-azulada, constrói abrigo de teia e terra nas radicelas, ataca região da planta situada no nível do solo e predominantemente abaixo desse. A cinza deixada pela queimada atrai a lagarta, prefere ambiente seco e solo arenoso e atacam plantas novas, recém brotadas.
Prejuízo: causa “coração morto”, secamento das plantas, diminuição do stand, ataca brotações novas. Prejuízos maiores na cana planta.
Controle: uso de irrigação de sobrevivência, uso de palhada, colher cana crua.

Lagarta Elasmo
 
2- PRAGAS DA PARTE AÉREA

Broca da cana (
Diatraea sacharalis)

Atualmente é considerada a principal praga da cultura. Para cada 1% de índice de intensidade de infestação, ocorre uma redução de 0,42% de açúcar, 0,21% de álcool e 1,14% na produção de matéria prima. A postura dos ovos é realizada de forma embricada, semelhante as escamas. As lagartas recém eclodidas raspam as folhas e caminham na direção do colmo. Ao penetrar no colmo, iniciam a alimentação através da construção de galerias, em direção ao palmito.
Danos no campo: cana planta é mais prejudicada, provavelmente devido ao seu alto vigor vegetativo, diminuição de peso, “coração morto”, quebra da dominância apical, brotações laterais, enraizamento aéreo. Danos na indústria: podridão vermelha, causada por fungos, que penetram os entrenós pelo orifícios abertos pela broca, redução da sacarose, prejudica produção de açúcar e álcool.
Controle: biológico, monitorar as populações, realizar liberação de parasitóides, como Cotesia flavipes (6.000 adultos/ha) e uso de Trichogramma spp que parasita os ovos, quando necessário. Químico: controlar quimicamente em altas intensidades de infestações sempre associado ao controle biológico.
 
Broca da cana

Broca Gigante (Telchin licus)

As lagartas são grandes, podem medir até 80 mm de comprimento. São esbranquiçadas. As lagartas recém nascidas perfuram os colmos e constroem galerias, bem maiores do que as da broca da cana. Também abrem galerias na base do colmo (internódios basais ou entre raízes), onde se protegem. Ocorre principalmente na região Nordeste, os ovos são depositados em touceiras velhas junto ao solo.
Prejuízos: ao perfurarem o colmo, as lagartas causam a morte das plantas ou significativa perda de peso. Facilitam a penetração de fungos (podridão vermelha), diminuem produção de açúcar. Ao se alimentarem dos rizomas (internódios basais) debilitam e reduzem o poder de brotação das soqueiras.
Controle: destruição mecânica das soqueiras e de restos culturais, catação manual das lagartas (uso de espetos).
 
Broca Gigante

Formigas cortadeiras

As formigas mais importantes pertencem ao gênero Atta e Acromyrmex. São conhecidas como saúvas e quenquéns, causam grande perda por ano. Cortam as folhas e cultivam e comem fungos. As saúvas causam maiores danos devido ao maior número de indivíduos na colônia e da área que exploram.  As espécies que se alimentam de gramíneas são: Atta bisphaerica (saúva mata pasto) e Atta capiguara (saúva parda).
Prejuízos:  desfolha, danos resultantes do corte das folhas durante o ano todo. Redução de peso, altura e densidade dos colmos. Redução de produtividade agrícola e qualidade da matéria prima.
Controle: no preparo de solo, destruição mecânica das soqueiras, para destruição das colônias, Uso de termonebulização e uso de iscas granuladas ao lado dos carreiros, a 20 cm dos oleiros. Monitoramento frequente das áreas.


3- 
PARASITAS


Nematóides

Meloidogyne javanica e M. incognita: são endoparasitas que penetram no tecido vegetal das raízes, depositando e multiplicando ovos, ocorrem em reboleira e formam galhas (deformações nas raízes). 
Pratylencus spp.: são endoparasitos migradores, penetram no tecido vegetal das raízes e podem voltar ao solo, ocorre em reboleira.
Prejuízos: os sintomas da parte aérea são reflexos dos ataques que se restrigem ao sistema radicular. Os nematoides injetam toxinas nas raízes. As raízes ficam pouco desenvolvidas e formam poucas radicelas, a planta fica com tamanho reduzido, ocorre murchamento da folhas nas horas mais quentes, queda prematura das folhas e nanismo. Redução da produtividade agrícola.
Controle: químico com nematicidas quando detectada infestações altas. Uso de variedades resistentes. 

Nematóides