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Veículos devem liderar a expansão do mercado de consórcios em 2026

carro

Juros elevados e restrição ao crédito reforçam a modalidade nas compras de pesados

As projeções de crescimento da indústria automotiva brasileira para 2026 indicam um ambiente mais favorável para a expansão do mercado de consórcios, especialmente no segmento de veículos pesados. Estimativas divulgadas em janeiro pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores apontam alta de 3,7% na produção total de veículos, que deve alcançar 2,74 milhões de unidades no próximo ano.

O avanço esperado concentra-se nos veículos leves, com crescimento projetado de 3,8% e produção de 2,58 milhões de unidades. Já a fabricação de caminhões e ônibus deve atingir 154 mil unidades, volume 1,4% superior ao registrado em 2025. Embora o ritmo seja mais moderado, o segmento de pesados tende a se beneficiar da demanda por renovação e modernização de frotas.

Nesse contexto, marcado por juros ainda elevados e maior seletividade na concessão de crédito tradicional, o consórcio vem ganhando espaço como alternativa de financiamento para empresas de transporte, produtores rurais e operadores logísticos, ao permitir planejamento financeiro sem a incidência de juros.

Crescimento do crédito sinaliza mudança no perfil de financiamento

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o segmento de veículos pesados movimentou mais de R$ 46 bilhões em créditos comercializados. O volume representa crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2024 e inclui caminhões, tratores e implementos rodoviários e agrícolas.

Segundo Mauro Andrade, gerente comercial do Consórcio Iveco, o desempenho reflete uma mudança no comportamento dos compradores diante do cenário macroeconômico. “Em um ambiente de juros elevados e maior cautela na concessão de crédito, o consórcio se consolida como uma solução estratégica ao oferecer previsibilidade de custos e facilitar o planejamento de médio e longo prazo”, afirma. A tendência, segundo o executivo, é que a modalidade siga ganhando relevância em 2026, acompanhando a recuperação gradual da produção de veículos e a necessidade de investimentos mais eficientes em ativos de transporte.

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