Agro paulista sustenta saldo externo elevado e fecha 11 meses com superávit de US$ 21 bilhões
Exportações do setor mantêm São Paulo como segundo maior vendedor do país
O agronegócio de São Paulo manteve desempenho robusto no comércio exterior ao longo de 2025 e acumulou, entre janeiro e novembro, superávit de US$ 21,07 bilhões. O resultado decorre de vendas externas de US$ 26,35 bilhões, frente a importações de US$ 5,28 bilhões, consolidando o setor como um dos principais vetores de geração de divisas do Estado.
No período, o agro respondeu por 40,6% do total exportado por São Paulo, enquanto as compras externas do setor representaram apenas 6,6% das importações estaduais. O saldo positivo reflete a diversidade da pauta exportadora e a capacidade competitiva das cadeias produtivas paulistas, mesmo em um ambiente internacional marcado por volatilidade de preços e ajustes logísticos.
Açúcar lidera pauta e cinco grupos concentram três quartos das vendas
O complexo sucroenergético permaneceu na liderança das exportações, com receita de US$ 8,2 bilhões e participação de 31,3%. O açúcar respondeu pela maior parcela desse valor, enquanto o etanol teve presença complementar. Na sequência, o setor de carnes somou US$ 4 bilhões, equivalente a 15,2% do total, com predominância da carne bovina.
Produtos florestais registraram US$ 2,7 bilhões em embarques, impulsionados principalmente pela celulose, enquanto o segmento de sucos alcançou US$ 2,6 bilhões, sustentado quase integralmente pelo suco de laranja. O complexo soja respondeu por US$ 2,2 bilhões, com destaque para a soja em grão. Esses cinco grupos concentraram 75,5% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupou a sexta posição, com US$ 1,6 bilhão em vendas externas.
Na comparação anual, as receitas cresceram nos segmentos de café, carnes e soja, enquanto sucroenergético, florestais e sucos registraram retração, movimento associado à combinação de preços internacionais e volumes exportados.
China segue como principal mercado e EUA perdem fôlego no segundo semestre
A China manteve a liderança entre os destinos do agro paulista, absorvendo 24,4% das exportações, seguida pela União Europeia, com 14,3%. Os Estados Unidos ficaram na terceira posição, com 11,8%, apesar da forte redução das compras a partir de agosto, após a imposição de tarifas comerciais.
A retração das vendas ao mercado norte-americano foi parcialmente compensada pela ampliação de embarques para outros destinos, como México, Canadá, Argentina e países europeus. A retirada de tarifas sobre alguns produtos brasileiros, anunciada no fim de novembro, tende a favorecer uma recomposição gradual do fluxo comercial nos próximos meses.
São Paulo mantém protagonismo no cenário nacional
No acumulado do ano, São Paulo respondeu por 17% das exportações do agronegócio brasileiro, ocupando a segunda colocação no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso. A perspectiva para 2026 permanece condicionada ao desempenho específico das principais cadeias produtivas e às condições de mercado previstas para cada safra.
Os dados integram a análise mensal da balança comercial do agronegócio paulista elaborada por técnicos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios e do Instituto de Economia Agrícola, vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.
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