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Ergonomia e automação avançam nas lavouras de cana e reduzem desgaste do operador

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Conforto, menor esforço físico e mais precisão passam a influenciar desempenho ao longo da safra

A modernização das máquinas agrícolas tem promovido mudanças relevantes na rotina dos produtores de cana, especialmente para quem permanece muitas horas na operação de tratores, colhedoras e pulverizadores. Avanços em ergonomia e automação vêm reduzindo o esforço físico, a exposição contínua à vibração e o nível de estresse, fatores que historicamente afetam a saúde do operador e a eficiência do trabalho no campo.

Nos equipamentos mais recentes, a atenção ao conforto deixou de ser um diferencial e passou a integrar o projeto básico. Assentos com regulagens mais amplas, sistemas de suspensão mais eficientes e cabines com melhor isolamento acústico contribuem para reduzir a fadiga ao longo do dia. A melhora das condições internas também favorece a concentração, aspecto essencial em operações que exigem precisão e repetibilidade, comuns na cultura da cana.

Condições de trabalho impactam produtividade e segurança

Para o ortopedista Flávio Benez, professor da Universidade Brasil, a ergonomia tem efeito direto sobre a saúde e o desempenho do operador. A redução de vibrações e a adequação do posto de trabalho diminuem a sobrecarga sobre a coluna e as articulações, ajudando a prevenir dores crônicas e afastamentos. Um ambiente mais confortável também reduz erros operacionais e o risco de acidentes, sobretudo em jornadas prolongadas.

Outro ponto relevante é o desenho dos comandos e a visibilidade oferecida pelas cabines. Um layout mais intuitivo e uma visão ampla da área de trabalho reduzem movimentos repetitivos e posturas inadequadas, o que contribui para menor desgaste físico ao longo do ciclo agrícola.

Esse movimento pode ser observado em modelos de tratores de maior potência utilizados no preparo do solo e no transporte interno da cana, como o MF 8S, da Massey Ferguson, desenvolvido a partir de estudos com operadores e produtores. O conceito de separação entre motor e cabine, aliado à ampliação do espaço interno, busca diminuir ruídos, calor e vibrações percebidos durante a operação, atendendo a uma demanda recorrente do campo por ambientes de trabalho menos agressivos.

Além da ergonomia, a automação vem alterando a dinâmica das operações agrícolas. Sistemas de piloto automático, monitoramento remoto e telemetria permitem maior uniformidade nas tarefas e reduzem o esforço físico direto do operador. Com mais informações disponíveis em tempo real, o profissional passa a atuar de forma mais analítica, acompanhando indicadores e ajustando a operação conforme as condições do canavial.

Benez ressalta que a tecnologia precisa ser acompanhada de boas práticas. Pausas programadas, alongamentos e ajustes corretos de assento e comandos continuam sendo essenciais para preservar a saúde do operador. Para o produtor de cana, a combinação entre máquinas mais bem projetadas e orientação adequada no uso dos equipamentos tende a resultar em ganhos consistentes de produtividade, segurança e regularidade ao longo da safra.

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