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Etanol reage e encerra novembro com alta no Centro-Sul

Mix mais alcooleiro, moagem menor e pressão internacional redesenham preços no Brasil

O mês de novembro foi marcado por avanço nos preços do etanol anidro do e hidratado em São Paulo, em contraste com o cenário de queda observado em igual período de 2024 conforme relatório mensal do Cepea Esalq USP. A firmeza dos vendedores e o consumo aquecido de gasolina C, que reforçou a demanda pelo anidro, deram sustentação às cotações. O Indicador CEPEA ESALQ do hidratado subiu 3,44% frente a outubro e encerrou o mês em R$ 2,8314 por litro. No caso do anidro, a alta foi de 2,93%, com média mensal de R$ 3,1583 por litro. As atuais médias superam em mais de 7% as registradas em novembro do ano passado, em termos reais.

No Nordeste, embora os preços médios de novembro tenham ficado abaixo dos de outubro, as duas últimas semanas do mês foram marcadas por maior firmeza, impulsionada por demanda expressiva, especialmente em Alagoas, com forte procura de Minas Gerais. Pernambuco e Paraíba também registraram aumento da comercialização. Em Pernambuco, o hidratado fechou a R$ 2,4106 por litro, queda de 5,64%, e o anidro recuou 4,85%, para R$ 3,0059. Na Paraíba, as baixas foram de 7,52% no hidratado e de 5,08% no anidro. Em Alagoas, o hidratado caiu 4,99% e o anidro recuou 1,8%.

Açúcar perde competitividade com maior oferta e mudança no mix

O açúcar cristal iniciou novembro sob forte pressão no mercado spot de São Paulo. Compradores adotaram postura cautelosa diante do avanço da safra 2025 26 e da expectativa de maior disponibilidade do produto. A média mensal do Indicador CEPEA ESALQ, cor Icumsa 130 a 180, ficou em R$ 107,63 por saca de 50 kg, queda de 6,38% frente a outubro e de 35,34% ante novembro de 2024. No fechamento de 28 de novembro, o indicador estava em R$ 108,5 por saca, acumulando recuo de 4,53% no mês.

A oferta seguiu pressionada pelo maior volume de cristal Icumsa 180, enquanto o Icumsa 150 permaneceu limitado na reta final da safra. Desde setembro, observa-se mudança no mix da produção, com maior direcionamento da cana para o etanol. No fim de novembro, a tendência se intensificou com o avanço da moagem e a menor qualidade da matéria-prima, indicando possível restrição futura da oferta de açúcar.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), as usinas do Centro-Sul processaram 15,76 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de novembro, abaixo das 16,41 milhões registradas no mesmo período da safra anterior. No acumulado 2025/26, a moagem soma 576,25 milhões de toneladas, queda de 1,26%. A produção de açúcar atingiu 983,25 mil toneladas na quinzena, elevando o total da safra para 39,18 milhões de toneladas. O mix açucareiro caiu de 46,02% para 38,61% na comparação anual.

No mercado externo, o início de novembro foi marcado por novas mínimas nos contratos futuros diante da perspectiva de maior produção em países-chave. Na segunda semana, houve recuperação das cotações, impulsionada pela valorização do Real e pela forte alta do petróleo, que aumenta a competitividade dos biocombustíveis. Mesmo com a reação, o mercado monitora a expectativa de oferta global abundante em 2025 26, com projeções favoráveis para Índia e Brasil. A decisão indiana de autorizar exportações de apenas 1,5 milhão de toneladas reduziu parte da projeção de superávit global.

Cálculos do Cepea mostram que, em novembro, as vendas internas remuneraram 6,71% acima das externas, considerando indicador doméstico, contrato Março 26 da ICE, prêmio de qualidade e custos logísticos.

No Nordeste, o açúcar registrou quedas mensais de 4,43% a 10,82% nas regiões acompanhadas. As médias foram de R$ 117,95 por saca em Pernambuco, R$ 132,92 em Alagoas e R$ 117,88 na Paraíba. A liquidez foi baixa durante boa parte do mês, ganhando força apenas na última semana, com maior movimentação e aumento de volume, inclusive de produto oriundo de Goiás destinado ao Maranhão.

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