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Juros elevados no Brasil e nos EUA ampliam desafio financeiro do agronegócio

Crédito mais caro e câmbio sensível pressionam margens e tornam gestão de caixa e passivos decisiva, avalia a Privatto

A manutenção simultânea dos juros nos Estados Unidos e da Selic no Brasil reforça um ambiente financeiro mais exigente para o agronegócio, setor caracterizado por ciclos longos, elevada demanda por capital e forte exposição a variáveis externas. Na quarta-feira (28), o Federal Reserve decidiu manter a taxa básica entre 3,5% e 3,75% ao ano, enquanto o Banco Central brasileiro manteve a Selic em 15% ao ano.

Segundo Eduardo Tellechea Cairoli, CEO da Privatto Multi Family Office, as decisões confirmam um cenário de margens pressionadas por um período mais prolongado, especialmente nas cadeias com maior dependência de financiamento. Para ele, a permanência da taxa básica em patamar elevado encarece o crédito rural e amplia a exigência por eficiência financeira ao longo de toda a cadeia produtiva.

Gestão financeira ganha peso estratégico no campo

Com juros altos por mais tempo, produtores passam a observar com maior atenção as finanças das propriedades. A administração do caixa, o alongamento de passivos e a escolha adequada de instrumentos financeiros tornam-se fatores centrais para preservar a rentabilidade e reduzir riscos, afirma Cairoli.

Nesse contexto, ganha relevância uma visão patrimonial mais integrada e profissional. De acordo com o executivo, produtores e famílias que conseguem separar a gestão da atividade produtiva da administração do patrimônio pessoal tendem a atravessar períodos de juros elevados com mais resiliência, ao mesmo tempo em que ampliam a capacidade de proteger ativos e aproveitar oportunidades. Para a Privatto, o cenário deixa um recado claro ao setor. Decisões financeiras estruturadas, diversificação e planejamento de longo prazo deixam de ser diferenciais e passam a ocupar posição central na sustentabilidade do agronegócio em um ambiente de juros estruturalmente mais altos.

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