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Milho amplia espaço no etanol e pode responder por até 42% da produção em 2035

foto milho

Uso crescente do cereal sustenta expansão do biocombustível e reorganiza a oferta energética brasileira

A produção de etanol no Brasil deve avançar de forma consistente até 2035, impulsionada pelo aumento do uso do milho como matéria-prima. Projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o cereal poderá responder por até 42% da oferta nacional do biocombustível ao final do período, consolidando uma mudança estrutural na matriz produtiva do setor.

Os cenários elaborados pela empresa apontam que a produção total de etanol pode variar entre cerca de 45 bilhões e 59 bilhões de litros em 2035, conforme o ambiente econômico, o ritmo dos investimentos e a continuidade de políticas públicas de estímulo aos biocombustíveis. Em todas as hipóteses, o milho ganha relevância como vetor de crescimento.

A expansão está associada à flexibilidade produtiva do cereal, que permite mais de uma safra por ano, sobretudo na segunda safra em rotação com a soja, além da possibilidade de armazenamento do grão. Essas características favorecem a operação contínua das usinas e reduzem a sazonalidade da produção ao longo do ano.

Outro fator determinante é o maior aproveitamento industrial do milho, com a geração de coprodutos destinados à alimentação animal, o que amplia as fontes de receita e melhora a rentabilidade dos projetos. Esse conjunto de fatores tem acelerado decisões de investimento e fortalecido a integração entre agricultura e indústria de bioenergia.

Segundo a EPE, o crescimento do etanol de milho tende a ocorrer sem expansão proporcional da área agrícola, apoiado em ganhos de produtividade, intensificação da segunda safra e maior eficiência industrial. Com isso, a relação entre aumento da produção e uso da terra torna-se mais dissociada, reforçando um modelo de crescimento baseado em eficiência.

Nesse contexto, o avanço do milho como insumo energético contribui para fortalecer a demanda doméstica, reduzir a dependência das exportações como mecanismo de ajuste do mercado e dar maior previsibilidade à renda do produtor. Até 2035, o cereal deve se firmar como um dos pilares do etanol no país, complementando a cana-de-açúcar na estratégia de transição energética.

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