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Parceria com a Suécia pode ampliar uso do biometano no campo paulista

Estudos vão apoiar novos gasodutos e incentivar fertilizantes naturais a partir de resíduos agrícolas

O Governo de São Paulo firmou uma parceria com o Swedfund International AB, instituição ligada ao governo da Suécia, para desenvolver estudos técnicos voltados à ampliação da produção e do uso do biometano no estado. A iniciativa envolve a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e tem impacto direto para produtores rurais, especialmente do setor sucroenergético.

Os estudos vão indicar onde será necessário investir em novos gasodutos para escoar o biometano e também avaliar o aproveitamento do digestato, resíduo gerado nas plantas de biogás e biometano. Rico em nutrientes, esse material pode ser transformado em biofertilizante orgânico, criando novas oportunidades de renda no campo e reduzindo custos com insumos.

O projeto contará com cerca de cinco milhões de reais, financiados integralmente pelo governo sueco, destinados à contratação de especialistas nas áreas de energia, infraestrutura e biometano. A proposta é estruturar modelos de negócio viáveis para ampliar a produção, integrar plantas rurais à rede de gás e fortalecer a cadeia do biometano em São Paulo.

Regras estaduais favorecem a conexão de plantas rurais à rede de gás

No fim de dois mil e vinte e cinco, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo publicou norma que permite a conexão de plantas de biometano à rede de gás canalizado sem repassar custos aos demais consumidores. Pela chamada Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição Verde, os investimentos ficam a cargo dos próprios fornecedores de biometano.

Essa regulação está alinhada à Política Estadual de Mudanças Climáticas e ao Plano Estadual de Energia, que apontam o biometano como uma das principais alternativas para reduzir emissões e ampliar o uso de fontes renováveis. Para o produtor, isso significa mais segurança regulatória e melhores condições para investir em projetos de biogás e biometano.

Estudos mostram forte potencial no setor sucroenergético

Pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, com apoio do governo estadual, indica que São Paulo pode produzir até seis vírgula quatro milhões de metros cúbicos de biometano por dia. O estudo estima a geração de até vinte mil empregos ao longo da cadeia produtiva.

Mais de oitenta por cento desse potencial está no setor sucroenergético, a partir do aproveitamento de resíduos como vinhaça, torta de filtro, bagaço e palha da cana. Além de gerar energia renovável, o biometano pode substituir parte do diesel no transporte e reduzir emissões, ao mesmo tempo em que o digestato retorna ao solo como fertilizante. Hoje, o biometano já é usado no estado como energia industrial, combustível para frotas e insumo agrícola, e a expectativa é que novos investimentos ampliem essas aplicações, criando oportunidades adicionais para produtores rurais paulistas

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