SP institui plano contra caruru gigante após foco em Mirassol
Resolução organiza ações para conter Amaranthus palmeri
O Governo de São Paulo instituiu plano estadual para prevenção, controle e erradicação do caruru gigante após a confirmação de foco da planta daninha no início de fevereiro em Mirassol, na região de São José do Rio Preto. A medida foi formalizada por meio da Resolução nº 7 de 2026 e publicada no Diário Oficial do Estado.
Identificado como Amaranthus palmeri, o caruru gigante é considerado uma das plantas daninhas de maior potencial de impacto econômico na agricultura. O plano define diretrizes técnicas e operacionais para prevenir a expansão da praga e eliminar focos no território paulista.
A coordenação ficará a cargo da Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, com apoio de áreas de pesquisa, extensão rural, setor produtivo e prefeituras.
Protocolos padronizam vigilância e interdição de áreas
O foco foi confirmado em 3 de fevereiro de 2026 em uma propriedade rural de Mirassol. Após a detecção, a Defesa Agropecuária realizou a interdição da área, a eliminação das plantas identificadas e ampliou o monitoramento na região.
O plano estabelece vigilância fitossanitária contínua, fiscalização, rastreabilidade, manejo integrado, interdição de áreas infestadas e controle do trânsito de máquinas e implementos agrícolas. Também prevê articulação entre órgãos estaduais e instituições parceiras para garantir resposta técnica rápida.
Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a formalização consolida a reação do Estado diante de uma praga com elevado potencial de impacto produtivo. O enfrentamento exige atuação coordenada e mobilização de produtores, prefeituras e instituições de pesquisa, afirmou.
Culturas como soja, milho e algodão estão entre as mais expostas. Juntas, representam cerca de R$ 13 bilhões do Valor da Produção Agropecuária paulista. A soja movimenta aproximadamente R$ 8,9 bilhões por ano no Estado, o milho supera R$ 4 bilhões e o algodão alcança R$ 181 milhões.
Medidas incluem manejo integrado e controle de trânsito
De acordo com Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, as ações compreendem vigilância ativa e passiva, controle do trânsito de máquinas, aplicação de medidas químicas, mecânicas e culturais e eliminação imediata de focos.
Entre os próximos passos estão a ampliação do monitoramento regional, o fortalecimento da fiscalização, a publicação de protocolos operacionais específicos, a capacitação técnica de equipes e a intensificação da comunicação com produtores e municípios.
Espécie exótica de crescimento rápido e elevada agressividade, o Amaranthus palmeri apresenta resistência a herbicidas e alta capacidade de dispersão. Plantas fêmeas podem produzir entre 200 mil e 500 mil sementes, a depender das condições ambientais, e há registros de formação de sementes viáveis mesmo sem polinização, o que amplia o risco de disseminação.
A orientação é que produtores e técnicos comuniquem suspeitas à unidade regional da Defesa Agropecuária para adoção das medidas previstas no plano.
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