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Cenário econômico reforça papel do agro na sustentação da atividade em 2025

Relatório do Itaú aponta crescimento puxado pela agropecuária, inflação mais controlada e juros em queda gradual

O agronegócio seguirá como um dos principais vetores de sustentação da economia brasileira em 2025, mesmo em um ambiente de desaceleração da atividade nos demais setores. Avaliação do Itaú indica que o desempenho mais robusto da produção agropecuária deve compensar a perda de fôlego do consumo e da indústria, garantindo crescimento econômico acima do inicialmente previsto.

Segundo o banco, o Produto Interno Bruto deve avançar 2,3% em 2025, revisão positiva que reflete diretamente a força do campo. A agropecuária, em especial, tem projeção de crescimento de 11% no ano, acima da estimativa anterior, sustentada por ganhos de produtividade, boa oferta e preços ainda competitivos em diversos segmentos.

Atividade desacelera fora do campo

Enquanto o agro mantém ritmo mais firme, os setores mais dependentes de crédito e consumo mostram sinais claros de desaceleração. O crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2025 foi de apenas 0,1% frente ao trimestre anterior, com queda no ritmo de consumo das famílias e menor dinamismo das atividades industriais cíclicas.

Na avaliação do Itaú, essa diferença de desempenho reforça o papel estratégico do setor agropecuário na economia brasileira, especialmente em um cenário de juros ainda elevados e restrições ao crédito.

Inflação mais comportada favorece custos de produção

O relatório também traz sinais positivos do lado inflacionário, fator relevante para o planejamento dos produtores. A projeção de inflação foi revisada para 4,4% em 2025 e 4,0% em 2026, refletindo principalmente a desinflação dos bens industriais, queda dos índices gerais de preços e expectativa de redução no preço da gasolina no início do ano.

Segundo o banco, estoques elevados e demanda mais fraca por bens duráveis ajudam a manter a pressão inflacionária sob controle, o que tende a reduzir repasses de custos ao longo da cadeia produtiva e trazer maior previsibilidade ao planejamento agrícola.

Juros devem cair de forma gradual

No campo monetário, o Itaú avalia que o Banco Central ganhou confiança de que a política de juros altos está surtindo efeito, mas mantém postura cautelosa. A expectativa é de início gradual do ciclo de queda da taxa Selic ao longo de 2026, ainda que o primeiro corte possa ser postergado.

A projeção é de que a Selic encerre 2026 em 12,75% ao ano e 2027 em 11,75%. Para o produtor rural, isso indica um cenário de alívio progressivo no custo do crédito, mas ainda com necessidade de atenção na tomada de financiamentos e no alongamento de dívidas.

Câmbio segue volátil e exige gestão de risco

O Itaú manteve a projeção de câmbio em R$ 5,50 por dólar em 2026 e R$ 5,70 em 2027. Apesar de um ambiente internacional mais favorável, fatores domésticos, como o aumento do prêmio de risco em ano eleitoral e o cenário fiscal desafiador, devem limitar uma valorização mais consistente do real.

Para o produtor, esse cenário reforça a importância da gestão de risco cambial, especialmente para quem depende de insumos importados ou tem parte da receita atrelada às exportações.

Fiscal segue como ponto de atenção no médio prazo

O relatório destaca que, embora o governo deva cumprir o limite inferior da meta fiscal em 2025, a trajetória das contas públicas segue pressionada nos anos seguintes. O déficit primário projetado é de 0,8% do PIB em 2026 e 0,9% em 2027, o que mantém incertezas sobre o ambiente macroeconômico no médio prazo.

Ainda assim, o Itaú avalia que o agronegócio tende a seguir como um dos setores mais resilientes da economia brasileira, sustentando atividade, exportações e geração de renda mesmo em um cenário de crescimento mais moderado.

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