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Açúcar mantém estabilidade com suporte do petróleo e fundos

Oferta elevada limita altas, mas energia sustenta preços

O mercado global de açúcar segue com fundamentos relativamente estáveis, enquanto os preços continuam sendo influenciados por fatores externos e movimentos técnicos. A atenção dos agentes permanece concentrada na evolução da oferta, especialmente no Brasil, onde condições climáticas favoráveis reforçam a perspectiva de maior disponibilidade.

Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, a safra brasileira 2025/26 pode alcançar cerca de 610 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com produção estimada em 40,5 milhões de toneladas de açúcar. Para a safra 2026/27, as projeções iniciais indicam potencial de até 630 milhões de toneladas, consolidando um cenário de oferta robusta e viés baixista para os preços.

Apesar desse quadro, o mercado tem encontrado suporte no curto prazo. A recente valorização foi impulsionada, sobretudo, pela cobertura de posições vendidas por fundos especulativos, além do ambiente macroeconômico e geopolítico, marcado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Os preços do açúcar atingiram, na terça-feira (24), níveis próximos a 15,8 centavos de dólar por libra-peso, mantendo-se dentro de uma faixa estreita entre 15,4 e 15,9 c/lb. O intervalo é considerado construtivo, embora sustentado por fatores mais conjunturais e sensíveis à volatilidade global.

Energia sustenta preços no curto prazo

O avanço do petróleo tem sido determinante para sustentar o açúcar. O Brent acumula valorização expressiva desde o início de 2026, influenciando diretamente o mercado brasileiro, onde as usinas ajustam o mix entre açúcar e etanol conforme a rentabilidade.

“Ainda assim, o suporte aos preços continuou vindo principalmente de fora do mercado de açúcar. A alta recente foi impulsionada em grande parte pela cobertura de posições vendidas dos fundos especulativos”, afirma Lívea Coda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets.

A especialista ressalta que, embora a atual faixa de preços seja considerada positiva, ela se apoia em bases frágeis. “Esse patamar reflete posicionamentos especulativos em um ambiente de elevada volatilidade macroeconômica e geopolítica”, diz.

A relação com o setor de energia segue como fator-chave. A alta do petróleo, combinada a possíveis repasses de custos no Brasil, tende a elevar a competitividade do etanol e influenciar o direcionamento da produção, estabelecendo um piso para as cotações do açúcar.

Por outro lado, a sustentação desse movimento depende da evolução do cenário externo. Uma eventual redução das tensões geopolíticas ou limitações no repasse de preços no mercado doméstico podem pressionar as cotações, reaproximando o mercado dos fundamentos de oferta mais abundante.

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