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Jovens do Vem Ser exploram carreiras industriais no SENAI

Visita destaca carreiras técnicas ligadas ao setor sucroenergético

Inserido em um dos principais polos industriais do setor sucroenergético, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) “Ettore Zanini”, em Sertãozinho – SP, tem papel estratégico na formação de profissionais e na conexão entre educação, tecnologia e demanda das usinas. A unidade conta com laboratórios voltados à indústria e uma destilaria didática que permite visualizar processos ligados à produção de biocombustíveis.

Foi nesse ambiente que, na terça-feira (05), o projeto Vem Ser Canaoeste levou estudantes para conhecer possibilidades de formação técnica e inserção no mercado de trabalho. A iniciativa conectou os jovens a áreas como mecânica, mecânica industrial, automação industrial, eletrotécnica, química e T.I., alinhadas à demanda por mão de obra qualificada no Centro-Sul.

Durante a visita, os participantes circularam pelas salas de aula, acompanharam demonstrações de equipamentos e conheceram os espaços da unidade. O roteiro incluiu atividades como soldagem, visita à destilaria didática e um tour técnico que aproximou os estudantes da realidade das usinas e da indústria regional.

Os alunos também utilizaram Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante parte das atividades, em uma vivência que reforçou a importância da segurança e da prevenção de acidentes no ambiente industrial.

Segundo Haroldo Luís Beraldo, coordenador do Projeto de Responsabilidade Social da Canaoeste, a ação busca ampliar a visão dos estudantes sobre o futuro profissional. “Levar os alunos para conhecer in loco as profissões permite que eles entendam as oportunidades existentes e façam escolhas mais conscientes”, afirma.

A analista de Comunicação e Marketing da Canaoeste, Ludmila Martins A. Haikal Rizzi, que acompanhou a atividade, afirma que a vivência contribui para ampliar o repertório dos alunos e dar mais significado ao aprendizado. “Esse tipo de iniciativa mostra diferentes caminhos e possibilidades que muitas vezes eles ainda não conhecem”, diz.

Contato direto com a prática amplia interesse

Entre os participantes do projeto, o contato com as atividades despertou interesse por novas áreas. Yasmin Oliveira dos Santos, 14 anos, aluna do oitavo ano, destacou o funcionamento das máquinas e a dimensão da unidade. “Achei bem interessante ver as máquinas funcionando, principalmente na parte de solda. Também gostei de subir nas plataformas, deu para ver quase a cidade toda”, relata.

A estudante também chamou atenção para a presença feminina em áreas industriais. “Eu pensava que não teria muitas meninas, mas vi várias. Isso mostra que a gente pode estar em todos os ambientes”, afirma.

Marcos Paulo Sobrinho Vasconcelos, 15 anos, aluno do nono ano, ressaltou o impacto da visita no interesse pelos estudos. “Foi muito legal, não vejo a hora de poder estudar aqui. Eu achei incrível ver como a solda é feita, todo o passo a passo”, diz.

Ele também destacou a aplicação dos conteúdos escolares no dia a dia. “Eu não imaginava que ia ver química ou até equação de segundo grau sendo usadas assim. Isso deixa a gente mais motivado a estudar”, afirma.

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