Automação industrial eleva eficiência em cinco usinas da Tereos
Tecnologia própria amplia estabilidade dos processos e reduz custos operacionais
A Tereos ampliará o uso de uma tecnologia própria de monitoramento industrial após registrar melhora nos indicadores de automação de cinco usinas. Entre abril e agosto de 2026, a utilização do modo automático nos controles acompanhados passou de 83,5% para 95,8%. A companhia pretende dobrar a cobertura do sistema e alcançar mil controles monitorados até março de 2027.
A ferramenta está em operação desde abril nas unidades Cruz Alta, Mandu, São José, Tanabi e Vertente, onde acompanha aproximadamente 40% dos controles de processo. O sistema analisa diariamente o desempenho dos equipamentos, identifica desvios e orienta as equipes sobre a necessidade de ajustes, com o objetivo de aumentar a estabilidade das operações.
No período analisado, o número de controles que permaneciam em modo automático por menos de 80% do tempo caiu de 101 para 18, redução de 82%. Também houve avanço na estabilidade dos processos. O percentual de tempo em que as variáveis permaneceram dentro de uma margem de 5% em relação aos valores desejados aumentou de 62,7% para 69%.
“Nosso foco é aproveitar melhor a tecnologia que já está instalada nas usinas. Com esse acompanhamento, as equipes conseguem identificar onde atuar primeiro e verificar se os ajustes trouxeram o resultado esperado”, afirma Everton Carpanezi, diretor de Operações Agroindustrial da Tereos.
Desenvolvimento interno reduz despesas
Desenvolvida a partir do PI System, plataforma de monitoramento de dados industriais utilizada pelo grupo no Brasil e na França, a solução combina informações operacionais com algoritmos estatísticos de código aberto. O desenvolvimento interno dispensou novas licenças e permitiu eliminar uma despesa anual de R$ 150 mil com um software anteriormente contratado.
Os dados são processados automaticamente durante a madrugada, quando o sistema identifica os controles que exigem atenção e gera relatórios para as equipes técnicas. As análises podem indicar necessidade de manutenção de instrumentos, revisão de parâmetros ou ajustes operacionais. As decisões e intervenções continuam sob responsabilidade dos profissionais das unidades.
Na usina de Tanabi, a tecnologia identificou seis controles da etapa de evaporação do caldo de cana que operavam predominantemente em modo manual. Após intervenções das equipes, a utilização do modo automático passou de 4,6%, entre abril e meados de junho, para 93%, entre julho e setembro, acompanhada de melhora na estabilidade do processo.
Além de ampliar o monitoramento para mil controles, a Tereos estuda incorporar recursos de simulação de processos em uma etapa posterior. A funcionalidade deverá auxiliar na definição dos parâmetros de operação dos sistemas de automação.
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