Excelência e dedicação ao associado!

  (16) 99710-6190      (16) 3511-3300        Rua Dr. Pio Dufles - 532 Sertãozinho | SP

Manejo integrado amplia eficiência no controle de plantas daninhas

Evento da Basf reuniu produtores e especialistas em Bebedouro – SP

O manejo de plantas daninhas continua entre os principais desafios para a rentabilidade dos canaviais, sobretudo diante da necessidade de preservar a produtividade das soqueiras e reduzir perdas ao longo dos ciclos da cultura. Com foco nesse cenário, produtores de cana participaram, no dia 18 de junho, do Workshop Manejo Inteligente de Plantas Daninhas, promovido pela Basf, em Bebedouro – SP. A Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) acompanhou o encontro com sua equipe técnica para atualização sobre estratégias de controle e novas tecnologias para o manejo de plantas daninhas.

O evento teve como palestrante o consultor Marcelo Nicolai, da Agro do Mato, referência em plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar. Durante a apresentação, ele destacou que o avanço de espécies como grama-seda, tiririca, capim-colonião, braquiária e corda-de-viola exige planejamento técnico e integração entre diferentes métodos de controle, em vez da busca por soluções isoladas.

“Se fosse simples resolver o problema apenas indicando um herbicida, não precisaríamos de pesquisa nem de treinamento. O manejo precisa ser construído. Envolve conhecimento da biologia da planta daninha, combinação de produtos, operações mecânicas e acompanhamento constante da área”, afirmou Nicolai.

Segundo o especialista, uma das falhas mais comuns é acreditar que apenas eliminar a parte aérea da infestação seja suficiente para recuperar áreas comprometidas. “Algumas espécies se propagam por estruturas subterrâneas e voltam a brotar. Em situações como a grama-seda, somente matar o que está acima do solo não resolve. É necessário desenvolver uma estratégia que permita recuperar gradualmente o canavial”, explicou.

Posicionamento correto dos herbicidas

Além da identificação das principais plantas daninhas, Nicolai apresentou critérios para o posicionamento dos herbicidas ao longo do ciclo da cultura. As recomendações variam conforme a fase da cana, o histórico da área, o regime de chuvas, a textura do solo e as espécies predominantes em cada ambiente de produção.

Entre os temas abordados estiveram o uso de herbicidas residuais no pós-plantio, os critérios para ampliar o período de controle e o posicionamento das diferentes moléculas de acordo com as condições de solo, clima e infestação.

O consultor também apresentou resultados de ensaios conduzidos em parceria com unidades produtoras para avaliar diferentes tecnologias em condições de alta precipitação. Em um dos estudos, o herbicida Prowl H2O, à base de Pendimetalina, fabricado pela BASF, demonstrou elevada eficiência no controle de braquiária quando associado a herbicidas Latifolicidas, mantendo seletividade para a cultura e controle residual mesmo após volumes elevados de chuva.

Outro tema discutido foi o manejo da grama-seda em áreas de reforma. Nicolai destacou que o controle dessa planta depende da integração entre operações mecânicas e químicas, utilizando produtos específicos associados ao glifosato e respeitando o intervalo adequado antes do novo plantio para reduzir o banco de sementes e limitar a rebrota.

Durante a palestra, o consultor também ressaltou que, embora os herbicidas representem uma parcela relativamente pequena do custo total de produção da cana, falhas no controle das plantas daninhas podem comprometer significativamente a produtividade dos canaviais. Segundo ele, áreas com elevada infestação podem perder dezenas de toneladas por hectare, tornando o investimento em herbicidas uma das práticas de maior retorno econômico para a cultura.

Segundo a gerente de Desenvolvimento de Mercado Sênior da Basf, Letícia Melloni, o workshop foi estruturado para aproximar produtores e especialistas, promovendo a troca de experiências sobre um dos principais desafios enfrentados pela cultura da cana-de-açúcar. “O controle de plantas daninhas evolui constantemente. Nosso propósito foi reunir diferentes perfis de produtores para compartilhar informações técnicas e esclarecer dúvidas, contribuindo para decisões mais assertivas no campo”, afirmou.

Atualização técnica para o campo

Representando a Canaoeste, participaram do workshop o gestor Operacional de Bioprodutos, André Bosch Volpe, os engenheiros agrônomos Antonio Leandro Pagotto e Felipe Furlan Volpe, o coordenador de Serviços de Campo, Fernando Alberto Lucarelli, e o supervisor técnico Ivan Tilelli Burjaili.

Segundo André Bosch Volpe, encontros voltados à atualização técnica contribuem para aperfeiçoar a orientação técnica oferecida aos associados, reunindo informações práticas e resultados de pesquisas aplicadas ao campo. “Cada propriedade apresenta um histórico de manejo, condições de solo e níveis de infestação distintos. Participar de encontros como este permite acompanhar pesquisas, discutir resultados obtidos em campo e levar aos associados informações atualizadas para apoiar decisões técnicas de manejo”, concluiu.

Compartilhe este artigo:

LinkedIn
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *