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São Martinho eleva lucro no 3T26 e reduz EBITDA com estratégia no etanol

Receita cai e empresa concentra vendas no fim da safra 2025/26

A São Martinho encerrou o terceiro trimestre da safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 424,1 milhões, alta de 168,5% na comparação anual, apesar da queda de receita e de rentabilidade operacional no período. A estratégia de reter volumes de etanol para venda no último trimestre, diante da expectativa de preços mais atrativos, foi determinante para o desempenho.

A receita líquida somou R$ 1,59 bilhão no 3T26, recuo de 13,6% ante igual intervalo da safra anterior, refletindo principalmente menor volume comercializado de etanol e preços mais baixos e menor volume de CBIOs, conforme a carta financeira da companhia. No acumulado dos nove meses, a receita atingiu R$ 5,19 bilhões, queda de 4,9%.

No trimestre, as vendas de etanol totalizaram R$ 620,7 milhões, retração de 33,1%, com queda de 38,8% no volume vendido, parcialmente compensada por aumento de 9,4% no preço médio. A companhia informou que direcionou maior parcela da produção para o quarto trimestre da safra, buscando capturar melhores condições de mercado

O açúcar apresentou desempenho distinto. A receita avançou 3,3%, para R$ 784,9 milhões, apoiada em aumento de 11,8% no volume comercializado, beneficiado por uma base de comparação mais fraca no 3T25, impactado por queimadas. No acumulado da safra, contudo, a receita com o adoçante recuou 5,6%, pressionada por preços menores.

O EBITDA ajustado somou R$ 787,1 milhões no trimestre, queda de 25,6%, com margem de 49,4%, redução de 8 pontos percentuais frente ao mesmo período da safra anterior. No acumulado de nove meses, o indicador totalizou R$ 2,41 bilhões, retração de 9,9%.

Volume de cana processado caiu 0,5% em relação ao ciclo passado

A companhia processou 21,7 milhões de toneladas de cana ao fim do período de moagem, volume 0,5% inferior ao da safra anterior, com produção de 3,021 milhões de toneladas de ATR, queda de 2,7%, impactada por menor regime de chuvas e redução de produtividade.

Na operação de milho, foram processadas 415,5 mil toneladas no acumulado da safra, com produção de 175 mil metros cúbicos de etanol e 111,7 mil toneladas de DDGS. O segmento contribuiu com R$ 213,3 milhões de EBITDA e R$ 196,6 milhões de EBIT no período.

O lucro foi impulsionado pelo reconhecimento de créditos de subvenção e pela marcação a mercado de derivativos de dívida, efeitos parcialmente compensados pelo impacto negativo da variação dos ativos biológicos diante da queda no preço do açúcar.

A dívida líquida alcançou R$ 5,8 bilhões ao fim de dezembro, aumento de 17,5% na comparação anual, em função de novas captações, principalmente debêntures e CRAs.

Para analistas de mercado, o resultado já refletia a expectativa de um ano menos favorável em termos operacionais, mas a estratégia comercial e o portfólio diversificado mantêm a companhia bem-posicionada para capturar eventuais melhorias nos preços de etanol e açúcar no fim da safra.

Fonte Imagem : RPA News

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