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Soja enfrenta pressão nos preços com safra recorde e valorização do Real

Oferta elevada e câmbio apreciado reduzem preços ao produtor em 2026

A safra recorde de soja no Brasil, estimada em cerca de 180 milhões de toneladas, combinada à valorização do Real, tem pressionado os preços recebidos pelo produtor no início de 2026. Em Mato Grosso, principal Estado produtor do país, as cotações recuaram para abaixo de R$ 100 por saca, refletindo a perda de competitividade no mercado interno em um ambiente de ampla oferta. A análise consta do Radar Agro do Itaú BBA.

O avanço da produção brasileira ocorre em um contexto de bom desempenho também em outros países da América do Sul. Estados como Mato Grosso e Paraná registram rendimentos elevados, enquanto a safra argentina tende a ser positiva, ampliando a oferta global e limitando movimentos de recuperação das cotações internacionais negociadas em Chicago.

A colheita avança no Brasil, ainda que com atrasos pontuais em Mato Grosso devido às chuvas. A demanda externa permaneceu firme no início do ano, sustentando os embarques em janeiro e mantendo os prêmios de exportação em níveis elevados. A tendência, no entanto, é de pressão baixista à medida que o volume disponível de soja aumenta ao longo do primeiro semestre.

Câmbio reforça pressão sobre preços internos

O câmbio tem papel central na formação dos preços domésticos. Com o Real operando abaixo de R$ 5,30 por dólar, a soja perdeu sustentação no mercado interno. Simulações indicam que, em um cenário de câmbio a R$ 4,50 por dólar, os preços poderiam recuar para patamares inferiores a R$ 90 por saca, reforçando a sensibilidade do mercado à taxa de câmbio.

Para 2026, o ambiente externo segue relativamente favorável às moedas de países emergentes, mas as incertezas políticas internas tendem a limitar uma apreciação mais consistente do Real. Projeções apontam o câmbio em R$ 5,50 por dólar ao fim do ano, o que indica um movimento gradual de desvalorização ao longo dos próximos meses.

No curto prazo, o produtor acompanha com atenção o ritmo ainda atrasado da comercialização, o risco de acomodação dos prêmios de exportação, a pressão sobre os fretes em função da safra recorde e fatores externos como mudanças regulatórias nos Estados Unidos e o comportamento das compras chinesas, determinantes para o equilíbrio do mercado global de soja.

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