Café com a Canaoeste aproxima produtores em Sertãozinho – SP
Encontro cria ambiente para debater cenários do açúcar, etanol e custos
A Canaoeste promoveu no dia 24 de fevereiro, em Sertãozinho – SP, mais uma edição do Café com a Canaoeste, iniciativa periódica que reúne associados, diretoria e equipe técnica para discutir mercado, sustentabilidade e desafios da safra de cana-de-açúcar.
O formato tem como foco fortalecer o diálogo com os produtores e ampliar o alinhamento institucional em temas estratégicos do setor sucroenergético. Participaram o presidente Fernando dos Reis Filho, o diretor executivo Almir Torcato e gestores das áreas técnica, jurídica, ambiental e de geotecnologia da associação.
Durante a reunião, foram analisadas as condições do mercado internacional de açúcar, marcado por excedente estimado em 189 milhões de toneladas frente a um consumo projetado em 178 milhões, quadro que pressiona as cotações globais. A referência em torno de 13,8 centavos de dólar por libra peso foi citada como patamar que exige atenção redobrada à gestão de custos e ao planejamento financeiro das propriedades.
Ciclos do mercado e estratégias para atravessar o período
Na avaliação da diretoria, o setor atravessa um movimento recorrente de ajuste, com oscilações que costumam ocorrer em intervalos de seis a sete anos. O entendimento é que preços deprimidos tendem a desestimular oferta em determinados países, o que pode contribuir para reequilíbrio posterior entre produção e consumo.
Também entraram na pauta o avanço do etanol de milho, a conversão de unidades na Índia para produção de biocombustível e o crescimento do uso de etanol em locomotivas e navios, fatores que podem alterar a dinâmica entre açúcar e etanol nos próximos ciclos.
Torcato ressaltou que o Café com a Canaoeste foi concebido para estimular interação direta. Segundo ele, o modelo permite tratar de forma prática temas como ATR, contratos, arrendamento, custos operacionais e negociações setoriais, com espaço para questionamentos dos produtores.
Para a Canaoeste, encontros presenciais são considerados estratégicos para manter os associados informados e respaldar tecnicamente as posições defendidas pela associação em discussões que impactam a rentabilidade da cana-de-açúcar no Estado.



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