Workshop em Sertãozinho discute inovação e carbono
Sebrae-SP reúne produtores para gestão, tecnologia e renda
Com foco em inovação, gestão de riscos e novas oportunidades de renda no campo, um workshop promovido pelo Sebrae-SP em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) reuniu mais de 100 produtores rurais em Sertãozinho – SP, na quinta-feira (23). O encontro abordou agricultura de precisão, proteção legal e inserção no mercado de carbono.
Na abertura, o gerente regional do Sebrae-SP, Paulo Arruda, destacou o peso do agronegócio no desenvolvimento regional e sua contribuição para a cadeia produtiva da bioenergia. Já o presidente Márcio Fernando Meloni ressaltou a parceria entre Sebrae e Senar na ampliação de oportunidades para os produtores.
Tecnologia e gestão no campo
Entre os destaques, o engenheiro agrônomo Gustavo Nogueira, da Copercana, apresentou soluções tecnológicas voltadas à otimização das rotinas produtivas. Ele detalhou o uso de ferramentas de mapeamento e georreferenciamento para manejo do solo, destacando ganhos em eficiência e tomada de decisão.
Segundo Nogueira, a divisão das propriedades em áreas menores permite diagnósticos mais precisos, ainda que eleve os custos operacionais. “Quanto menor a área analisada, maior a precisão dos dados”, afirmou. O especialista também enfatizou a importância da coleta adequada de amostras. “Não existe tecnologia ou laboratório que corrija uma coleta mal feita”, disse.
Com base nas análises, são definidas recomendações de adubação, correção do solo e aplicação de insumos, acompanhadas por suporte técnico para garantir a eficiência das práticas adotadas.
Sustentabilidade e novas receitas
Na segunda parte do evento, o gestor de sustentabilidade da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste), Fábio Camargo Soldera, abordou medidas de prevenção a incêndios e adequação às exigências legais no campo. Ele destacou a necessidade de planejamento e adoção de boas práticas para reduzir riscos operacionais e financeiros.
“O produtor precisa estar atento às exigências legais e investir em prevenção. Isso reduz perdas e evita penalidades que impactam diretamente o resultado da atividade”, afirmou Soldera.
O consultor de negócios do Sebrae-SP, Adriano Bardella Monteiro, apresentou o programa O2, voltado à avaliação e monetização de áreas de preservação ambiental. A iniciativa prevê a elaboração de planos de ação e o acompanhamento técnico por 12 meses, com apoio de ferramentas para mensuração de impacto ambiental e acesso ao mercado de carbono.
“É notório o comprometimento do produtor rural com o meio ambiente, mas ainda falta mensurar e validar essas ações”, disse Monteiro.
Para Manuel Sicchieri, a iniciativa amplia o potencial de geração de renda no campo ao transformar ativos ambientais em fontes adicionais de receita. Segundo ele, a tendência é de maior inserção dos produtores em mercados ligados à sustentabilidade, como o de créditos de carbono.





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