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Safra mineira de cana cresce 11,6% e reforça oferta no Centro-Sul

Produção pode chegar a 83,3 mi t com avanço de ATR e produtividade

A safra 2026/27 de cana-de-açúcar em Minas Gerais deve atingir 83,3 milhões de toneladas, alta de 11,6% sobre o ciclo anterior, reforçando a oferta de matéria-prima no Centro-Sul em um momento de definição do mix entre açúcar e etanol. Os dados são da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig), apresentados na abertura da safra estadual, realizada em Uberaba – MG, na quinta-feira (24).

O avanço projetado é sustentado principalmente pela recuperação da produtividade agrícola, estimada em 79,4 toneladas por hectare, crescimento de 10% frente às 72,1 toneladas por hectare registradas na safra passada. A área destinada à moagem deve atingir 1,05 milhão de hectares, ante 1,03 milhão, enquanto a área total cultivada com cana registra aumento de 3%.

“A combinação entre leve expansão de área e condições climáticas favoráveis ao longo do desenvolvimento dos canaviais contribui para o ganho de produtividade e há boa perspectiva para recuperação dos níveis de ATR”, informou a Siamig.

A qualidade da matéria-prima também deve apresentar melhora, com ATR médio projetado em 139,4 quilos por tonelada de cana, alta de 1,4%. No campo industrial, a produção total de ATR deve alcançar 11,6 milhões de toneladas, crescimento de 13,2%, em linha com a maior moagem.

Mix e competitividade do etanol

O direcionamento da produção seguirá condicionado às condições de mercado e ao ambiente regulatório. No cenário base, o mix deve permanecer semelhante ao da safra anterior, com cerca de 55% da cana destinada ao açúcar.

Nesse contexto, a produção de açúcar pode atingir 6,1 milhões de toneladas, avanço de 13,2%, enquanto o etanol total deve alcançar 3,04 milhões de metros cúbicos, alta de 13%, com crescimento equilibrado entre anidro e hidratado.

Em um cenário alternativo, com maior competitividade do etanol hidratado, o mix pode sofrer alteração relevante. A participação do açúcar recuaria para cerca de 51%, com produção estimada em 5,65 milhões de toneladas, enquanto o etanol poderia chegar a 3,34 milhões de metros cúbicos, crescimento de 24,2%.

O destaque seria o etanol hidratado, com projeção de 2,23 milhões de metros cúbicos, alta de 39,8%, refletindo maior direcionamento da cana para biocombustíveis. “O direcionamento final da produção deve depender das condições de mercado e do ambiente regulatório”, informou a entidade.

Investimentos e peso do estado no setor

Durante a abertura da safra, o governo de Minas Gerais anunciou investimento de R$ 350 milhões na construção de um gasoduto de biogás no Triângulo Mineiro, conectando unidades produtoras às cidades de Uberaba e Uberlândia.

“Serão destinados R$ 350 milhões para a formação do gasoduto circuito fechado de biogás entre as empresas produtoras de cana de açúcar de Minas Gerais”, afirmou o governador Mateus Simões.

O estado também encaminhou projeto de lei para monetização de créditos acumulados de ICMS, com foco em investimentos em bioenergia e infraestrutura.

Minas Gerais responde por mais de 11% da produção nacional de cana-de-açúcar e ocupa a segunda posição no ranking brasileiro. Na safra 2025/26, a moagem somou cerca de 74 milhões de toneladas, com produção de 5,39 milhões de toneladas de açúcar e 2,67 bilhões de litros de etanol.

Até o momento, em 2026, o estado acumula exportações de 650,6 mil toneladas, com receita de US$ 240,1 milhões, representando cerca de 10,5% do volume e 10,3% do valor nacional.

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