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Canaoeste visita fábrica da Union Agro em Pederneiras

Empresa apresentou estrutura industrial e soluções voltadas à cana-de-açúcar

A Canaoeste visitou, na segunda-feira (13), a fábrica da Union Agro, em Pederneiras – SP, onde conheceu a estrutura industrial, a trajetória da empresa e o portfólio de soluções voltado à cultura da cana-de-açúcar. A programação incluiu apresentações técnicas e um tour pela unidade.

Fundada em 1996, a Union Agro completa 30 anos em 2026. A empresa integra a Crop Care, holding controlada pelo Pátria Investimentos, e registrou faturamento de cerca de R$ 520 milhões na safra 2024/25, segundo dados apresentados durante o encontro. A cana-de-açúcar e a soja concentram os principais mercados atendidos pela companhia, embora a cultura canavieira ainda responda pela maior parte dos negócios.

Mesmo em um período de maior volatilidade no mercado de insumos agrícolas, a empresa informou ter mantido trajetória de crescimento, resultado atribuído à diversificação do portfólio, à gestão da cadeia de suprimentos e aos investimentos realizados na unidade de Pederneiras.

A comitiva foi recebida por Marcelo Boschiero, CEO e um dos fundadores da Union Agro, pelo gerente comercial Diego Marsão e pelo coordenador nacional de Desenvolvimento de Mercado, Gabriel Novaes.

Boschiero apresentou a evolução da empresa, que iniciou as atividades com foco em adjuvantes e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação em nutrição vegetal. A produção de fertilizantes foliares começou em 2004 e, posteriormente, a companhia expandiu sua capacidade industrial com novas linhas de produção, incluindo suspensões concentradas e enxofre pastilhado.

Segundo o executivo, a flexibilidade da planta industrial é um dos diferenciais da empresa. A estrutura permite adquirir matérias-primas básicas e desenvolver formulações específicas para diferentes culturas e sistemas de produção, conferindo maior agilidade para atender às demandas do mercado.

Cana responde por até 30% do faturamento

Durante a apresentação, Diego Marsão e Gabriel Novaes detalharam as soluções desenvolvidas para os canaviais. O portfólio contempla produtos para aplicação no plantio, corte de soqueira, desenvolvimento vegetativo e pré-maturação, além de fontes de enxofre, boro, zinco, manganês, adjuvantes e ativadores fisiológicos.

Segundo a empresa, a cana-de-açúcar responde por cerca de 25% a 30% do faturamento da companhia. A estratégia para a cultura está baseada em tecnologias voltadas tanto ao aumento da produtividade agrícola quanto à melhoria da qualidade da matéria-prima destinada às usinas, acompanhando as diferentes fases do desenvolvimento do canavial.

Também foram apresentados resultados obtidos em áreas comerciais e recomendações de manejo envolvendo nutrição foliar, controle de estresse e aproveitamento de operações já realizadas pelas usinas para reduzir custos de aplicação. Parte das formulações, segundo a empresa, foi desenvolvida para permitir compatibilidade com produtos biológicos, acompanhando a expansão desse tipo de manejo no setor sucroenergético.

A unidade de Pederneiras concentra a produção e o envase das formulações. A empresa informou que processa cerca de quatro mil embalagens recicláveis por dia e mantém uma cadeia internacional de suprimentos para matérias-primas como boro, MAP, zinco e manganês.

O boro é adquirido em mercados como Argentina, Chile e Turquia, enquanto o MAP vem do Marrocos. Zinco e manganês são importados principalmente da China. A estratégia de compras busca assegurar estoques diante da volatilidade dos preços e dos prazos de entrega.

Embora atenda atualmente apenas o mercado brasileiro, a Union Agro informou que prepara a expansão internacional de suas operações. A empresa mantém um profissional baseado na China para apoiar essa estratégia e iniciou prospecções comerciais em países da América do Sul.

Biofábrica desperta interesse

Ao conhecer o trabalho desenvolvido pela Biofábrica da Canaoeste, Boschiero destacou a dificuldade de manter estruturas desse tipo em operação e avaliou que iniciativas voltadas à produção de bioinsumos tendem a ganhar importância nos próximos anos.

“Não é simples manter uma biofábrica. Ao longo dos anos vimos muitas iniciativas encerrarem as atividades por não conseguirem seguir adiante. O trabalho que vocês desenvolvem tem valor e precisa ser mais divulgado, principalmente pelo resultado econômico que pode proporcionar ao produtor”, afirmou.

Durante o encontro, o gestor operacional de bioprodutos da Canaoeste, André Bosch Volpe, apresentou a evolução da Biofábrica, os processos adotados e os projetos previstos para ampliar a oferta de soluções biológicas aos associados. A conversa também abordou compatibilidade de caldas, armazenamento, sistemas de agitação e cuidados necessários para preservar a eficiência dos microrganismos durante a aplicação.

Para a gestora técnica agronômica da Canaoeste, Alessandra Ramos Durigan, conhecer a estrutura industrial e os processos de fabricação amplia a capacidade da equipe em avaliar as tecnologias disponíveis no mercado.

“A visita permitiu entender como os produtos são desenvolvidos, fabricados e controlados antes de chegarem ao campo. Esse conhecimento é importante para que possamos analisar o portfólio com mais profundidade e levar informações consistentes aos associados”, disse. Também integraram a comitiva os engenheiros agrônomos Luiz Silverio Neto, Marco Antonio Polegato da Silva, Danilo Fonseca Mazoni, Antonio Leandro Pagotto, João Pedro Gomes Fontanari e Victor Prati Gilbert.

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