Tecnologia transforma trator em centro de inteligência no campo
Máquinas incorporam automação, telemetria e sistemas de agricultura de precisão
Celebrado neste sábado (12), o Dia do Trator marca a trajetória de uma das máquinas que mais contribuíram para a transformação da agricultura. Da substituição da tração animal e do trabalho manual à incorporação de sistemas digitais, o equipamento ganhou eficiência e passou a desempenhar novas funções dentro das propriedades rurais.
No Brasil, a mecanização acompanhou o avanço da produção agropecuária e tornou o trator uma peça central das operações no campo. Os modelos atuais reúnem transmissões continuamente variáveis, motores mais eficientes, piloto automático via satélite, telemetria em tempo real e sistemas capazes de realizar manobras automáticas de cabeceira.
A evolução busca ampliar o rendimento das operações, reduzir o consumo de combustível e diminuir a fadiga dos operadores. O movimento também aproximou o maquinário da agricultura de precisão, com informações geradas durante o trabalho utilizadas para orientar a gestão das atividades.
“O Dia do Trator é mais do que uma celebração da máquina, é uma homenagem à transformação da rotina do produtor rural”, afirma Winston Quintas, gerente de Marketing Produto Tratores da Valtra. Segundo ele, a evolução do equipamento passou da força mecânica para o uso de inteligência de dados nas operações agrícolas.
Da potência à agricultura de precisão
A trajetória da mecanização também foi marcada por mudanças em potência, transmissão, ergonomia e eficiência. A Valtra, que iniciou a produção no Brasil em 1960, em Mogi das Cruzes, em São Paulo, participou desse processo com a introdução de diferentes tecnologias no mercado nacional.
Entre os marcos citados pela fabricante estão a produção de tratores com câmbio sincronizado, com o Valmet 80 ID, e o lançamento de um modelo pesado com tração 4×4, o Valmet 118.4. A empresa também introduziu a turboalimentação com o Valmet 138.4 e avançou posteriormente na adoção de cabines climatizadas.
A evolução alcançou ainda a agenda ambiental. Segundo a companhia, a fabricante foi a primeira no Brasil a homologar motores agrícolas para uso de biodiesel e também instalou um laboratório dedicado ao controle de emissões de motores agrícolas.
Em 2017, a empresa introduziu no mercado brasileiro o câmbio continuamente variável, conhecido pela sigla CVT. A tecnologia permite ajustar continuamente a relação de transmissão durante a operação, com foco no rendimento do conjunto e na eficiência no consumo de combustível.
Nos últimos anos, conectividade e automação ganharam espaço nas máquinas agrícolas. A fabricante passou a integrar essas tecnologias ao portfólio de tratores de alta potência e a outras máquinas, além de desenvolver soluções digitais voltadas à agricultura de precisão. A linha da Valtra no país reúne atualmente tratores de 57 a 425 cavalos, além de colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores. A marca, pertencente ao grupo AGCO, conta com 156 pontos de venda e assistência técnica no Brasil.
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