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Ofertas de açúcar para 2027 sobem nos Estados Unidos

Incertezas sobre a safra e custos de combustível pressionam mercado

As cotações para entrega de açúcar em 2027 avançaram nos Estados Unidos diante das incertezas sobre a próxima safra e da baixa disponibilidade no mercado à vista. Danos provocados por cochonilhas, condições climáticas adversas e custos mais altos de combustível reforçaram o movimento.

As informações são da Czarnikow (CZ), empresa global de soluções para a cadeia de suprimentos, consultoria e trading, divulgadas nesta terça-feira (6), com base em dados do Relatório de Adoçantes da Sosland Publishing.

A procura por produto para entrega imediata perdeu intensidade com a aproximação do novo ano comercial, embora a disponibilidade permaneça limitada. Depois de várias semanas fora das negociações, uma refinaria voltou ao mercado com volumes de açúcar de cana para 2027 a valores superiores aos observados anteriormente.

Louisiana pode registrar nova safra recorde

Apesar das incertezas no mercado, os primeiros sinais da colheita indicam produção elevada de cana-de-açúcar em algumas regiões. Na Louisiana, as usinas já iniciaram a moagem, enquanto os trabalhos ainda não haviam começado na Flórida.

A Cooperativa de Cana-de-Açúcar da Louisiana espera processar entre 2,15 milhões e 2,2 milhões de toneladas nesta safra, acima das 2,05 milhões registradas no ciclo anterior. Caso a projeção se confirme, será o oitavo aumento anual consecutivo.

O resultado pode levar a Louisiana à segunda safra recorde consecutiva. Até 27 de setembro, cerca de 5% da cana-de-açúcar do Estado havia sido colhida, ante 6% no mesmo período do ano passado e média de 3% nos cinco anos anteriores.

No segmento de beterraba, o cenário é menos definido. A colheita avançou no Vale do Rio Vermelho e em outras regiões produtoras, mas temperaturas elevadas ainda limitavam o armazenamento para o inverno em algumas áreas.

USDA eleva cota de comercialização

Em 30 de setembro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a cota total de comercialização para o ano fiscal de 2027 a 10,575 milhões de toneladas curtas, em valor bruto. Em 2026, o volume havia sido fixado em 10,166 milhões.

A decisão reflete a expectativa de maior consumo interno. Do total destinado ao próximo ano fiscal, 5,747 milhões de toneladas curtas foram alocadas ao segmento de beterraba e 4,827 milhões ao de cana.

O USDA também aumentou as taxas de empréstimo do setor. A média nacional passou para 24 centavos por libra-peso no açúcar de cana bruto e 32,77 centavos por libra-peso no refinado de beterraba. No mercado de adoçantes de milho, as negociações permaneceram ativas, com contratos anuais para fornecimento até 2027 em discussão.

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