Excelência e dedicação ao associado!

  (16) 99710-6190      (16) 3511-3300        Rua Dr. Pio Dufles - 532 Sertãozinho | SP

Açúcar se aproxima dos 20 cents e usinas ampliam fixações

Alta em Nova York abre espaço para proteção de preços da safra 2027/28

O mercado futuro de açúcar encerrou a última semana em forte alta em Nova York, com as cotações novamente próximas de 20 cents por libra-peso. O movimento abriu espaço para que usinas brasileiras ampliassem as fixações de preços para a safra 2027/28, enquanto o comportamento do mercado físico passou a concentrar as atenções.

Segundo a Czarnikow (CZ), empresa global de comércio (trading), consultoria e gestão de cadeia de suprimentos de commodities, os contratos futuros do açúcar bruto nº 11 começaram a semana passada em 17,5 cents por libra-peso e fecharam a sexta-feira em 19,9 cents. O período também foi marcado pelo vencimento do contrato outubro de 2026 e pela redução das posições de produtores e consumidores finais.

Até o vencimento, produtores liquidaram 23,6 mil lotes de posições vendidas, enquanto consumidores finais reduziram 28 mil lotes de posições compradas. Entre os especuladores, houve redução de 3 mil lotes nas posições compradas e de 8,3 mil nas vendidas. O grupo permanecia comprado em 152.117 lotes, de acordo com a CZ.

A consultoria também identificou fortalecimento da curva futura do açúcar bruto nº 11 entre março de 2027 e agosto de 2028. No açúcar branco nº 5, o avanço ocorreu em todos os contratos acompanhados. O prêmio H/H do açúcar branco oscilou entre US$ 103,50 e US$ 108 por tonelada durante a semana.

Usinas avançam nas fixações para 2027/28

A recuperação das cotações vem sendo aproveitada pelas usinas para ampliar a proteção de preços da próxima safra. Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, muitas unidades já apresentam mais de 50% da produção de 2027/28 fixada.

A estratégia ocorre em um momento em que as perspectivas apontam para uma safra de cana-de-açúcar elevada no Centro-Sul em 2027/28. Nesse cenário, os preços atuais permitem às unidades antecipar parte da proteção para o próximo ciclo.

Os contratos que contemplam essa safra também avançaram. De acordo com Corrêa, os vencimentos entre maio de 2027 e março de 2028 acumularam ganhos de 59 a 119 pontos na semana, equivalentes a aproximadamente US$ 13 a US$ 26 por tonelada.

Mercado físico entra no radar

Outro ponto acompanhado pela Archer é o comportamento do mercado após a entrega física registrada no vencimento de outubro de 2026. Embora volumes elevados possam ser interpretados como sinal de pressão sobre os preços, Corrêa observa que episódios recentes tiveram desdobramentos diferentes.

Em outubro de 2020, foram entregues 2,62 milhões de toneladas. O volume chegou ao recorde de 2,82 milhões em 2023 e ficou próximo de 1,70 milhão em 2024. Segundo a Archer, nos três episódios o mercado apresentou posteriormente maior firmeza.

A evolução do basis, diferença entre o preço do açúcar físico e sua referência na bolsa, passa a ser um dos indicadores para avaliar a sustentação do movimento. Uma demanda física firme, mesmo diante de uma entrega elevada, pode favorecer a valorização desse diferencial. Em 2020, poucos dias após a entrega, a demanda spot continuava firme e o açúcar VHP para embarque em outubro chegou a ser negociado com desconto de apenas 40 pontos em relação ao contrato março.

Compartilhe este artigo:

LinkedIn
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *