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Açúcar volta ao superávit global em 2025/26, estima ISO

Produção cresce 2,97%, mas estoques seguem no menor nível em 15 anos

O mercado mundial de açúcar deve registrar superávit de 1,218 milhão de toneladas na safra 2025/26, segundo a edição mais recente do Quarterly Market Outlook da International Sugar Organization (ISO). A projeção indica produção de 181,287 milhões de toneladas e consumo de 180,069 milhões, consolidando retorno ao campo positivo após dois ciclos de maior aperto.

O balanço mundial considera o ano comercial do açúcar de outubro a setembro. Dessa forma, a safra 2025/26 corresponde ao período iniciado em outubro de 2025 e que se encerra em setembro de 2026.

Na safra 2024/25, o déficit global foi ampliado para 3,464 milhões de toneladas, ante 2,916 milhões estimados anteriormente, após revisão para cima no consumo dos Estados Unidos. O recorde histórico de demanda permanece em 2023/24, quando o consumo mundial atingiu 181,207 milhões de toneladas.

A produção global em 2025/26 cresce 5,231 milhões de toneladas sobre 2024/25, avanço de 2,97%. Ainda assim, o volume fica apenas 0,192 milhão acima do registrado em 2023/24, indicando mercado estruturalmente ajustado.

Comércio e estoques ainda limitados

No comércio internacional, as exportações são projetadas em 64,324 milhões de toneladas em 2025/26, ligeiramente abaixo das 64,796 milhões do ciclo anterior. A demanda por importações é estimada em 63,222 milhões de toneladas, resultando em superávit comercial de 1,102 milhão. Em 2024/25, o saldo foi praticamente neutro, com excedente de apenas 0,065 milhão.

Os estoques finais globais devem alcançar 93,300 milhões de toneladas em 2025/26. A relação estoque consumo recua para 51,81%. No cálculo ajustado do relatório, que considera perdas industriais e atualizações informadas pelos países membros, o indicador cai para menos de 42,4%, o menor patamar em 15 anos, sinalizando que o colchão global permanece restrito apesar do superávit projetado.

Etanol influencia o equilíbrio do mix

No mercado de etanol combustível, a produção mundial atingiu 122,9 bilhões de litros em 2025, alta de 3,1% sobre 2024, com previsão de 127,7 bilhões em 2026. O consumo somou 122,7 bilhões de litros em 2025 e deve chegar a 125,3 bilhões em 2026.

Nos Estados Unidos, a produção alcançou 62,5 bilhões de litros, com exportações recordes de 8,3 bilhões. No Brasil, o volume foi de 33,2 bilhões de litros em 2025, refletindo maior direcionamento de cana para açúcar. Para 2026, a expectativa é de recuperação para 36,3 bilhões de litros com mudança de paridade em favor do biocombustível. A Índia ampliou sua produção em 45%, para 10,4 bilhões de litros.

O relatório também aponta que as exportações globais de melaço totalizaram 3,58 milhões de toneladas em 2025, queda de 2% sobre 2024. Com o fim da taxa de exportação da Índia, o país poderá embarcar até 750 mil toneladas em 2025/26. Já a capacidade global de bioplásticos deve dobrar de 2,31 milhões de toneladas em 2025 para 4,69 milhões até 2030.

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