Excelência e dedicação ao associado!

  (16) 99710-6190      (16) 3511-3300        Rua Dr. Pio Dufles - 532 Sertãozinho | SP

BNDES financia R$ 83,9 mi para sementes sintéticas de cana

Recursos apoiam projetos do CTC e ampliam inovação no plantio

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou R$ 83,96 milhões para três projetos do Centro de Tecnologia Canavieira, com foco no avanço de sementes sintéticas de cana-de-açúcar e no desenvolvimento de variedade resistente a pragas. O apoio integra a linha BNDES Mais Inovação e eleva o investimento total das iniciativas para R$ 165,54 milhões, incluindo R$ 72,9 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos e R$ 8,68 milhões de recursos próprios.

Os recursos poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de máquinas e contratação de serviços técnicos voltados à pesquisa e desenvolvimento.  Segundo o banco, a estratégia busca ampliar a produtividade agrícola e reduzir custos operacionais e emissões no setor sucroenergético.

Tecnologia busca reduzir custos e elevar produtividade

A principal frente dos projetos está na consolidação da tecnologia de sementes sintéticas, desenvolvida desde 2013 e já em estágio avançado. A proposta é substituir o modelo tradicional de plantio, que exige mais de 16 toneladas de colmos por hectare, por um sistema baseado em cerca de 400 quilos de sementes sintéticas na mesma área.

A mudança tende a reduzir o uso de máquinas pesadas, o consumo de combustível e os impactos no solo, como compactação e erosão. Também elimina a necessidade de viveiros e pode acelerar a renovação dos canaviais, mantendo áreas produtivas por mais tempo.

Produzidas em laboratório, as sementes são formadas por material biológico capaz de regenerar a planta completa, envolto em estrutura que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado. O processo também assegura material livre de doenças, o que contribui para ganhos de qualidade no campo.

Planta piloto e combate ao bicudo avançam

Entre os projetos financiados está a implantação de uma planta piloto em Piracicaba, com área de 10 mil metros quadrados e capacidade inicial para atender até 500 hectares por ano. A unidade deve gerar 72 empregos diretos e sustentar a expansão da produção em escala industrial.

Avanços técnicos ampliam escala e logística

Outra frente envolve a melhoria da germinação, da seletividade biológica e do tempo de armazenamento das sementes, ampliando o alcance logístico da tecnologia.

O terceiro projeto é voltado ao desenvolvimento de uma variedade resistente ao Sphenophorus levis, o bicudo da cana-de-açúcar, uma das principais pragas do setor. O inseto tem difícil controle e pode causar perdas significativas, inclusive levando à morte das plantas em áreas afetadas.

A iniciativa inclui parcerias com instituições de ciência e tecnologia e busca reduzir a dependência de defensivos, alinhando produtividade e sustentabilidade no campo.

Compartilhe este artigo:

LinkedIn
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *