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Uso de bioinsumos da CanaoesteBio melhora controle de pragas e reduz custos em fazendas associadas

Experiência em campo mostra ganhos agronômicos e eficiência operacional no manejo da cana

O avanço do uso de bioinsumos no manejo da cana-de-açúcar tem sido impulsionado por resultados práticos observados no campo, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência agronômica aliada à racionalização de custos. Entre produtores associados à Canaoeste, os produtos desenvolvidos pela CanaoesteBio vêm se consolidando como ferramentas relevantes dentro do manejo integrado de pragas e doenças.

A experiência de Ricardo Gontijo, sócio-diretor das Fazendas Aparecida 1 e 2, ilustra esse movimento. Antes da adoção dos bioinsumos, o produtor enfrentava dificuldades recorrentes no controle de pragas com o manejo predominantemente químico. Segundo ele, a elevada variabilidade das condições de campo sempre impôs desafios ao planejamento.

“As variações de clima, ambiente de produção e pressão de pragas são muito irregulares e voláteis de um ano para outro. Cada praga e cada produto se comportam de forma específica, e os fatores mais decisivos, como clima e precipitação, são incontroláveis”, afirma.

Bioinsumos como complemento ao manejo tradicional

A decisão de incorporar os bioinsumos ao sistema produtivo surgiu da necessidade de ampliar as alternativas de controle. De acordo com Gontijo, os produtos biológicos passaram a atuar como complemento ao manejo tradicional, sobretudo em situações em que a eficiência dos defensivos químicos era limitada. Entre os principais benefícios observados estão o controle de pragas menos suscetíveis aos químicos, a ampliação do efeito residual das aplicações e a atuação em diferentes fases do desenvolvimento de pragas e doenças.

O produtor também aponta a redução da necessidade de reentrada nas áreas e o impacto positivo sobre o equilíbrio biológico do sistema produtivo. “Há um ganho claro na bioatividade do solo, da palhada e do canavial, o que contribui para um manejo mais estável ao longo do tempo”, observa.

No campo, os resultados se tornaram visíveis após as aplicações. Gontijo relata eficiência consistente no controle de cigarrinhas e de Sphenophorus levis mesmo após períodos prolongados, além de melhora significativa na sanidade da lavoura. Produtos à base de bacilos têm contribuído para a coloração e o vigor das folhas, especialmente em talhões da variedade CTC 4, onde havia histórico de dificuldades no controle de doenças foliares como ferrugem marrom e manchas anelares. Também houve avanço na prevenção de problemas associados à murcha causada por Colletotrichum falcatum.

Os ganhos agronômicos se refletiram diretamente no desempenho econômico das fazendas. A melhoria do controle e a maior duração do residual favoreceram o aumento de produtividade, enquanto o menor custo dos bioinsumos em relação a muitos tratamentos químicos contribuiu para a redução do custo total de manejo. “O aumento de produtividade aliado à diminuição de reaplicações já traz benefícios econômicos claros”, afirma.

CanaoesteBio consolida estratégia associativista e projeta avanços em 2026

Os resultados observados nas Fazendas Aparecida refletem a estratégia adotada pela Canaoeste com a implantação da CanaoesteBio, biofábrica própria dedicada ao desenvolvimento e à produção de insumos biológicos voltados à cana-de-açúcar. A iniciativa tem como foco ampliar o acesso dos associados a tecnologias de manejo integrado, com padronização de qualidade, logística adequada e preços mais competitivos.

Desde o início da operação, a CanaoesteBio viabilizou o tratamento biológico de 100 mil hectares, com economia estimada em R$ 1,5 milhão aos produtores atendidos. O portfólio é direcionado às principais demandas observadas no campo e segue em processo de ampliação, acompanhando a evolução dos sistemas produtivos.

Entre as próximas incorporações está um bionematicida formulado à base de bacilos, voltado ao controle de nematoides, pragas que vêm provocando perdas crescentes nos canaviais. O produto integra o manejo, com aplicações previstas para corte de soqueira, período das águas e suco de plantio.

Segundo André Bosch Volpe, gestor operacional de bioprodutos da Canaoeste, a expectativa para este ano é aprofundar o uso dos bioinsumos entre os associados e ampliar o portfólio de soluções.

“A experiência prática dos produtores mostra que os bioinsumos já fazem parte do manejo da cana. Para 2026, nosso objetivo é ganhar escala, ampliar as opções de controle e fortalecer um modelo que combina eficiência agronômica, viabilidade econômica e alinhamento com a realidade do campo”, conclui.

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