Derivados de petróleo sobem enquanto açúcar recua em setembro
Gasolina avançou 12,85% no mês e o alimento perdeu 1,17% no mercado internacional
O mercado de commodities encerrou setembro com forte valorização dos produtos de energia, enquanto parte das matérias-primas agrícolas registrou perdas. Segundo o boletim mensal da Barchart, divulgado nesta quinta-feira (1º), os futuros da gasolina subiram 12,85% no mês, enquanto o açúcar negociado em Nova York recuou 1,17%.
O movimento ocorreu em um período de alta do petróleo e de aumento das margens das refinarias. De acordo com a Barchart, o petróleo WTI avançou 7,57% em setembro. O Brent teve desempenho ainda mais forte, com valorização de 10,82% no contrato para dezembro.
Os derivados avançaram acima do petróleo. Além da alta de 12,85% da gasolina, os futuros do óleo para aquecimento ganharam 10,26%. A diferença foi atribuída, entre outros fatores, à relação entre os estoques das refinarias e a disponibilidade de petróleo bruto, que manteve os preços dos derivados em patamares elevados.
Margem da gasolina avança mais de 20%
O crack spread da gasolina para novembro, indicador que representa a margem de processamento do petróleo em combustível, aumentou 21,64% em setembro. No caso dos destilados, a alta chegou a 12,15%, com o indicador alcançando máxima histórica durante o mês.
O boletim aponta que a valorização dos combustíveis também ocorreu em meio às tensões no Oriente Médio e às preocupações com o abastecimento nas principais rotas da região. Segundo o boletim, esse cenário manteve elevada a volatilidade do petróleo e de seus derivados ao longo de setembro.
No mercado de biocombustíveis, os swaps de etanol de Chicago para novembro avançaram 1,87% no mês. A alta foi mais moderada que a registrada pela gasolina, mas acompanhou a valorização predominante no complexo energético.
O comportamento desses mercados tem reflexos sobre o setor sucroenergético pela relação entre os preços dos combustíveis e a competitividade do etanol. A Barchart destaca ainda que o açúcar tem acompanhado os movimentos do petróleo e da gasolina nos últimos meses, diante da participação da cana-de-açúcar na produção brasileira de etanol.
Açúcar recua 1,17% em Nova York
Na direção oposta aos combustíveis, os futuros do açúcar bruto para março de 2027 caíram 1,17% em setembro. O desempenho fez parte de um movimento predominantemente negativo entre as soft commodities no período.
Outros produtos registraram quedas mais acentuadas. O cacau perdeu 20,74%, enquanto o algodão recuou 15,70% e o café arábica caiu 6,68%. O suco de laranja concentrado congelado destoou desse movimento e avançou 10,53%.
Entre os grãos, os contratos da nova safra também tiveram desempenho desigual. A soja para novembro subiu 0,39%, enquanto o milho para dezembro caiu 6,88% e o trigo negociado em Chicago perdeu 12,69%. Segundo a Barchart, a soja recebeu suporte da valorização do biodiesel, em meio à alta do petróleo e dos derivados.
Para outubro, a Barchart avalia que o fim da temporada de maior consumo rodoviário nos Estados Unidos pode exercer pressão sazonal sobre a gasolina. Ao mesmo tempo, as margens de refino permanecem elevadas e as tensões no Oriente Médio seguem como uma das principais fontes de volatilidade para petróleo, combustíveis e outras commodities.
Compartilhe este artigo:
Veja também:
Você também pode gostar
Confira os artigos relacionados: