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Guerra no Oriente Médio derruba bolsas e eleva petróleo

XP vê risco de correção global e possível impulso ao etanol

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte aversão a risco nos mercados globais nesta segunda-feira (2). Os índices futuros dos Estados Unidos operaram em queda, com S&P 500 recuando 1,03% e Nasdaq 100 cedendo 1,38%, após ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã ampliarem a tensão regional.

Em relatório e na coluna XPresso, publicada no canal da XP no YouTube, Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, afirmou que a morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, foi anunciada no sábado (28) pela imprensa iraniana. Segundo ele, Teerã respondeu com mísseis e drones contra Israel e alvos no Golfo, enquanto o espaço aéreo da região registrou interrupções relevantes, com mais de 3 mil voos cancelados e cerca de 19 mil atrasos em um único dia.

O Estreito de Ormuz, rota por onde passa mais de 20% das exportações globais de petróleo, teve fluxo de navios praticamente paralisado. A reação imediata foi a alta da commodity, que chegou a subir cerca de 10% após os ataques. Em Londres e Nova York, os contratos de Brent e WTI avançaram mais de 2%, com o barril acima de US$ 70.

Petróleo reacende alerta inflacionário

Para a XP, a valorização do petróleo reacende preocupações inflacionárias e pode favorecer o etanol, dada a relação de competitividade com a gasolina. A consultoria ressalta, contudo, que o efeito no mercado brasileiro dependerá da política de preços da Petrobras e de eventual decisão de moderar repasses à gasolina.

Ferreira pondera que o investidor deve avaliar o impacto efetivo do conflito sobre os lucros das empresas. “A gente tem sempre que se perguntar, bom, como esse conflito vai impactar o lucro da Microsoft, do Google, da Apple, aqui no Brasil, do Itaú, da Vale, da Petrobras, enfim. E se a resposta for pouco impacto, a gente sabe que essa aversão a risco tende a ser de curto prazo”, afirmou.

Ele ressalta, porém, que o episódio ocorre em momento sensível para os mercados. “Esse conflito específico chegou num momento bem delicado para o mercado, porque do ponto de vista técnico e de posicionamento, as bolsas globais estão esticadas. A bolsa americana já vem cara há um bom tempo, a bolsa aqui no Brasil já subiu 17% em reais, 25% em dólares, a gente já viu mais de 42 bilhões de reais entrando na nossa bolsa”.

Segundo o estrategista, há espaço para ajuste nas cotações. “Existe sim um espaço para correção de preços de ativos, e esse aumento de aversão a risco pode ser o gatilho para fazer essa correção acontecer”.

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