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Raízen inicia recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 65 bilhões

Processo envolve dívidas financeiras e não afeta operações nem contratos com fornecedores

A Raízen comunicou nesta quarta-feira (11) que protocolou na Justiça de São Paulo pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar aproximadamente R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias.

O plano já conta com adesão de credores que representam mais de 47% dessas obrigações, percentual suficiente para o ajuizamento do processo. Pela legislação, a empresa terá prazo de até 90 dias após o processamento da ação para obter o apoio mínimo necessário à homologação do plano.

De acordo com a companhia, a recuperação extrajudicial tem escopo estritamente financeiro e não envolve compromissos com fornecedores, clientes, revendedores ou parceiros comerciais. As operações seguem normalmente enquanto a empresa negocia novos termos com os credores.

O plano de reestruturação pode incluir capitalização pelos acionistas, conversão de parte da dívida em participação acionária, substituição de créditos por novos instrumentos financeiros, reorganizações societárias e eventual venda de ativos.

Segundo fontes próximas às negociações, o endividamento total da empresa supera R$ 70 bilhões e a dívida líquida teria alcançado cerca de R$ 55,3 bilhões no último ano, com alavancagem próxima de 5,3 vezes o Ebitda.

As mesmas fontes indicam que a reestruturação pode envolver um plano de capitalização estimado em aproximadamente R$ 4 bilhões. Nesse cenário, a Shell poderia aportar cerca de R$ 3,5 bilhões, enquanto o empresário Rubens Ometto participaria com cerca de R$ 500 milhões por meio da Aguassanta Investimentos. Também estaria em avaliação a conversão de até 40% da dívida em participação acionária como forma de reduzir a alavancagem da companhia.

Ainda de acordo com essas fontes, as negociações com credores podem incluir alongamento de prazos, eventuais descontos no valor das obrigações e suspensão temporária do pagamento de juros durante o período de negociação. Esses pontos, porém, não constam no fato relevante divulgado nesta quarta-feira.

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