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Safra 2026/27 deve ampliar produção de etanol no Centro-Sul

El Niño e preços do açúcar influenciam decisões do setor

A safra 2026/27 de cana-de-açúcar deve começar em abril com tendência de maior produção de etanol no Centro-Sul. Projeções apresentadas pela SCA Brasil indicam mudança no mix industrial das usinas, com redução da participação do açúcar e maior direcionamento da matéria-prima para biocombustíveis.

A estimativa aponta moagem próxima de 629 milhões de toneladas, acima das cerca de 610 milhões previstas para a safra atual. Nesse cenário, a participação do açúcar pode recuar de 51% para 48%, movimento associado ao enfraquecimento das cotações do adoçante e à recomposição da oferta de etanol.

Durante análise do cenário, o CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono, destacou a tendência de maior disponibilidade do biocombustível no mercado. “O grande ponto de atenção é o aumento da oferta de etanol. Não apenas do etanol de cana, mas também do etanol de milho, que cresce rapidamente e amplia a disponibilidade do produto no país”, afirmou.

As projeções indicam expansão relevante da produção de etanol de cana-de-açúcar, que pode aumentar entre 2,5 bilhões e 5 bilhões de litros no ciclo 2026/27. Ao mesmo tempo, a produção de açúcar tende a permanecer relativamente estável, refletindo a mudança no direcionamento industrial das usinas.

Segundo o analista de mercado da Pecege Consultoria e Projetos, Raphael Delloiagono, a recuperação da produtividade deve contribuir para o avanço da moagem. “A expectativa é de recuperação do TCH na próxima safra, com crescimento próximo de 3%, o que pode elevar a moagem em quase 18 milhões de toneladas”, disse.

No campo climático, modelos meteorológicos indicam a possibilidade de formação de um El Niño de intensidade fraca a moderada ao longo do ano. O fenômeno está associado ao aquecimento das águas do Pacífico e pode alterar padrões de temperatura e chuva em regiões produtoras.

De acordo com o meteorologista Celso Luís de Oliveira, da Tempo OK, as projeções indicam temperaturas elevadas por período mais prolongado e possibilidade de um inverno mais úmido. Segundo ele, esse cenário pode influenciar o desenvolvimento da cana e afetar indicadores industriais como o teor de sacarose.

Outro fator monitorado pelo setor é o crescimento do etanol de milho. As projeções indicam aumento de cerca de 4 bilhões de litros na oferta do biocombustível no mercado doméstico a partir da safra 2026/27, o que deve ampliar a disponibilidade total de etanol no país e influenciar as estratégias comerciais das usinas.

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