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André de Paula assume o Mapa com foco em previsibilidade

Novo ministro mantém diretrizes e reforça agenda de inovação

O deputado federal licenciado André de Paula assumiu no dia 1º de abril o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária em Brasília. Ele substitui Carlos Fávaro, que deixou o cargo para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso.

A cerimônia de transmissão ocorreu no auditório da Embrapa, com a presença de autoridades e representantes do setor agropecuário. A mudança ocorre em um cenário de continuidade das políticas voltadas ao agronegócio, segmento relevante para o Produto Interno Bruto.

Com mais de quatro décadas de atuação pública, o novo ministro chega ao cargo após comandar o Ministério da Pesca e Aquicultura desde 2023. Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, construiu trajetória no Executivo e no Legislativo, com atuação em pautas ligadas à produção rural, meio ambiente e desenvolvimento.

Continuidade e prioridades no agro

Ao assumir o posto, André de Paula afirmou que pretende manter políticas estruturantes do setor, com ênfase em previsibilidade e segurança para produtores e investidores. Entre as prioridades estão o Plano Safra, o seguro rural e instrumentos de apoio à comercialização.

O ministro também destacou a ampliação do uso de tecnologia no campo. Segundo ele, inovação, automação e inteligência artificial tendem a ganhar peso na produtividade agrícola nos próximos anos. A defesa agropecuária segue como eixo estratégico para sustentar a competitividade internacional.

Durante a cerimônia, Carlos Fávaro apresentou resultados de sua gestão. Segundo ele, foram abertos 555 novos mercados internacionais em três anos, com base na diplomacia comercial e no fortalecimento sanitário.

No período, o crédito rural somou R$ 1,547 trilhão por meio dos Planos Safra. Programas voltados à sustentabilidade mobilizaram mais de R$ 50 bilhões, com recuperação de cerca de 4,5 milhões de hectares.

O agronegócio registrou crescimento de 11,7% em 2025 e produção superior a 1,3 bilhão de toneladas. A gestão anterior também avançou na ampliação do acesso de pequenos produtores ao mercado e na modernização de sistemas públicos ligados à pasta.

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