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Alta dos insumos reacende pressão sobre safra 2026/27

Fertilizantes sobem com petróleo e encarecem custo no campo

A alta recente dos insumos voltou ao radar do produtor e já começa a alterar as contas da safra 2026/27. Levantamento do Panorama Agro do Sicredi indica que o movimento está diretamente ligado ao encarecimento da energia e às incertezas no Oriente Médio, com reflexos sobre fertilizantes e combustíveis.

Os preços de referência no Brasil mostram retomada relevante após um período de acomodação. A ureia, que havia recuado até 2025, volta a subir e alcança US$ 748 por tonelada em 2026. O mesmo ocorre com o MAP, que avança para US$ 895, enquanto o cloreto de potássio chega a US$ 395, após forte volatilidade nos últimos ciclos.

Na prática, o movimento interrompe o alívio observado nos custos e recoloca pressão sobre o pacote tecnológico, sobretudo em regiões como o Centro-Sul, onde a dependência de insumos importados segue elevada.

Energia e logística voltam a ditar o ritmo

O vetor central dessa alta é o petróleo. A escalada dos preços, associada ao risco logístico envolvendo o estreito de Ormuz, encarece o frete internacional e a produção de fertilizantes nitrogenados, altamente dependentes de gás natural.

Com isso, o custo de fertilizantes, defensivos e diesel tende a subir de forma combinada, pressionando diretamente o orçamento agrícola. O impacto é mais sensível neste momento de definição de compra de insumos para a próxima safra.

No horizonte mais longo, o comportamento dos preços ainda depende do desfecho do conflito. Um eventual alívio geopolítico pode reduzir parte das pressões, mas a tendência é de manutenção de patamares mais elevados do que os registrados antes da crise.

Além do cenário de insumos, o Sicredi também divulga a Sondagem de Safras, com estimativas de produção, produtividade e área plantada, utilizada como referência adicional para planejamento no campo.

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