Projeto de SAF reforça protagonismo do etanol brasileiro
Unidade prevista para Paulínia – SP deve iniciar operação em 2030
O avanço dos investimentos em combustível sustentável de aviação (SAF) no Brasil ganhou um novo capítulo com a decisão da JetBio de garantir uma área em Paulínia – SP para a implantação de uma biorrefinaria baseada na rota Alcohol-to-Jet (AtJ), que utiliza etanol como matéria-prima para a produção de combustível aeronáutico de baixo carbono.
A escolha da região não ocorreu por acaso. Localizada em um dos principais polos industriais do país, Paulínia reúne infraestrutura logística e proximidade com importantes áreas produtoras de etanol, facilitando o abastecimento da futura unidade e o escoamento da produção para o mercado interno e para exportação.
Investimento mira mercado global
Segundo informações divulgadas pela empresa, a decisão final de investimento está prevista para o primeiro trimestre de 2027, enquanto o início das operações é esperado para 2030. A planta utilizará tecnologia da Honeywell UOP e deverá ser abastecida por etanol de baixa intensidade de carbono produzido a partir de cana-de-açúcar, milho de segunda safra e outras fontes renováveis.
A capacidade projetada supera 770 mil toneladas anuais de SAF, volume que colocaria o empreendimento entre os maiores do mundo voltados à produção do combustível por meio da conversão de álcool em querosene sustentável de aviação.
Demanda crescente por combustíveis renováveis
O projeto avança em um momento de expansão do mercado global de SAF, impulsionado por metas de redução de emissões adotadas por companhias aéreas e governos. O movimento tem atraído investimentos para países com oferta de matérias-primas renováveis e experiência na produção de biocombustíveis.
Para o setor sucroenergético brasileiro, a consolidação dessa nova indústria pode ampliar as alternativas de utilização do etanol além dos mercados tradicionais de combustíveis e energia. A iniciativa da JetBio soma-se a outros projetos anunciados no país e reforça a expectativa de que o Brasil tenha participação relevante no fornecimento global de SAF nos próximos anos.
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