Embrapa destaca inovação e bioeconomia na Agrishow 2026
Tecnologias incluem carbono, cana, digitalização e biotecnologia
A Embrapa apresenta na Agrishow 2026 um conjunto de tecnologias voltadas à sustentabilidade, à bioeconomia e à agricultura digital, com foco no aumento da eficiência produtiva e na redução de impactos ambientais. A feira começou nesta segunda-feira (27) e segue até amanhã (1º de maio), reunindo soluções que vão de plataformas de dados a biotecnologia aplicada ao campo.
No setor sucroenergético, os destaques incluem soluções em biotecnologia e manejo que impactam diretamente a produção de cana-de-açúcar. O BTMAX, tecnologia desenvolvida com gene da bactéria Bacillus thuringiensis, apresenta eficácia no controle da broca-da-cana e da lagarta-do-cartucho, com potencial de reduzir o uso de inseticidas químicos. Outra frente relevante é o uso de tecnologias biológicas, como o bioativo Auras, que atua na redução de estresse hídrico e térmico, contribuindo para a manutenção da produtividade em cenários climáticos adversos.
Carbono, biotecnologia e manejo sustentável
Na agenda ambiental, pesquisas indicam avanço da agricultura na mitigação das mudanças climáticas. O projeto CarbCafé Rondônia aponta que o cultivo apresenta saldo positivo de carbono, com sequestro 2,3 vezes superior às emissões e média de quatro toneladas por hectare ao ano. Já o CarbCitrus avaliou mais de 600 mil hectares e identificou remoção média de duas toneladas de carbono por hectare ao ano, com estoque total próximo de 36 milhões de toneladas.
No manejo de pragas, o Guandu BRS Guatã surge como alternativa para controle de nematoides, responsáveis por perdas estimadas em R$ 35 bilhões anuais. A leguminosa atua sobre cinco espécies e contribui para reduzir o uso de defensivos, além de melhorar a fertilidade do solo pela fixação de nitrogênio. Em condições de sequeiro, a cultivar pode produzir até três toneladas de massa seca por hectare, mantendo desempenho semelhante ao irrigado.
Agricultura digital e integração de sistemas
No campo digital, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático orienta o produtor sobre épocas de plantio com menor risco climático. Integrado ao aplicativo Plantio Certo, o sistema permite recomendações personalizadas por município, tipo de solo e cultura. Outra ferramenta é a AgroAPI, que disponibiliza dados e modelos agropecuários para integração com soluções digitais, reduzindo custos de desenvolvimento.
Entre as novidades também está a Plataforma Trigo no Brasil, que reúne 12 painéis interativos organizados em seis eixos da cadeia produtiva, com análises sobre produção, consumo e expansão da cultura, incluindo estimativas sobre áreas irrigadas e de sequeiro e projeções de ganho de produtividade.
A atuação em inovação inclui ainda a unidade Embrapii ITECH-Agro, que integra nanotecnologia, fotônica, Internet das Coisas e inteligência artificial para aplicações no agronegócio. Iniciativas como o AgNest conectam empresas, pesquisadores e produtores em ambiente de inovação voltado ao desenvolvimento de novas tecnologias, reforçando a integração entre pesquisa e setor produtivo.
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