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Valtra aposta em biometano e etanol para substituir diesel

Motores de até 300 cv miram custo menor e corte de emissões

A Valtra apresentou na Agrishow 2026 uma nova geração de motores movidos a biometano e etanol, com potência entre 200 cv e 300 cv, mirando a substituição do diesel nas operações agrícolas. Desenvolvidas pela engenharia brasileira da companhia, as soluções combinam desempenho equivalente ao combustível fóssil com redução de até 90% nas emissões de CO₂, segundo a fabricante.

Os motores AGCO Power foram projetados desde a origem para cada biocombustível, com sistemas específicos de ignição e injeção no caso do etanol, garantindo durabilidade similar à dos modelos a diesel. A tecnologia foi validada após mais de 20 mil horas de testes em operações com cana-de-açúcar e grãos, em condições severas de campo.

A proposta é ampliar a autonomia energética dentro das propriedades, com uso de combustíveis produzidos a partir de resíduos como cana, milho e biomassa. Segundo a empresa, a iniciativa também reduz a exposição à volatilidade dos preços internacionais do petróleo.

Plataforma M5 e entrada no mercado

Os novos motores serão aplicados na plataforma de tratores M5, que substituirá a linha BH e oferecerá versões a diesel, etanol e biometano. A expectativa é de lançamento comercial a partir de 2027 para biometano e 2028 para etanol.

A faixa de potência escolhida concentra alta demanda no campo, especialmente em operações como preparo de solo, plantio e transbordo. A fabricante afirma que os modelos mantêm a mesma curva de torque e capacidade de tração dos equivalentes a diesel, sem perda de produtividade.

Além da redução de emissões, a estratégia inclui ganhos operacionais, como menor ruído e potencial diminuição de custos com combustível, especialmente em usinas que já produzem energia e insumos a partir de biomassa.

Portfólio amplia foco em eficiência

Na feira, a Valtra destacou também máquinas voltadas à safra 2026/27, em um cenário de moagem estimada em 635 milhões de toneladas no Centro-Sul, conforme a DATAGRO.

Entre os equipamentos, a Série BH HiTech foca o transbordo de cana com ajustes automáticos de desempenho e maior vazão hidráulica, reduzindo o tempo de descarregamento. No preparo de solo, a Série S6 alcança até 425 cv e torque de 1.750 Nm, com redução de consumo entre 10% e 15%.

Já as Séries Q5 e T CVT ampliam a oferta para operações de alta exigência, com economia de até 25% de combustível em determinadas condições. A linha BM segue como opção para atividades rotineiras, enquanto os pulverizadores da Série R priorizam aplicação precisa de insumos.

O avanço de alternativas ao diesel ocorre em paralelo ao aumento da escala produtiva e à pressão por redução de custos no setor sucroenergético, com maior uso de biocombustíveis disponíveis dentro da própria cadeia produtiva.

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