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Etanol de milho avança com novos projetos no país

Novos projetos da Atvos e da Pitangueiras reforçam expansão

O etanol de milho segue ampliando sua presença na matriz de biocombustíveis brasileira. Dados da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) mostram que o país conta atualmente com 29 biorrefinarias em operação, além de 13 unidades autorizadas para construção e outras 14 previstas. O avanço é impulsionado pela oferta crescente de milho e pela busca das usinas por alternativas para ampliar a produção e a rentabilidade.

O segmento, concentrado principalmente no Centro-Oeste, passou por forte expansão nos últimos anos e já responde por parcela relevante da produção nacional de etanol. Além do combustível, as unidades produzem coprodutos como DDG e óleo de milho, destinados à alimentação animal e à indústria.

Atvos obtém licença para nova unidade

Entre os investimentos mais recentes está o da Atvos, que recebeu a Licença de Instalação para construir sua primeira planta de etanol de milho integrada à Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul – MS. A autorização permite o início das obras no segundo semestre deste ano.

A unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, com produção estimada de 273 mil metros cúbicos de etanol, 183 mil toneladas de DDG e 13 mil toneladas de óleo de milho. Durante a construção, o projeto deverá gerar cerca de 2 mil empregos.

Segundo a companhia, o empreendimento integra sua estratégia de expansão no mercado de biocombustíveis e de aproveitamento de diferentes matérias-primas renováveis.

Pitangueiras avalia entrada no segmento

O interesse pelo etanol de milho também alcança grupos tradicionalmente voltados à cana-de-açúcar. Durante o Encontro Parceiros do Campo 2026, da Usina Pitangueiras, realizado na quarta-feira (10), em Bebedouro – SP, a companhia informou que estuda implantar uma operação para produção de etanol a partir do cereal.

De acordo com o diretor-presidente da empresa, João Henrique de Andrade, o projeto prevê o processamento anual de 400 mil a 500 mil toneladas de milho. A expectativa é que a unidade entre em operação entre 2028 e 2029, caso os estudos de viabilidade avancem.

Perspectivas para o setor

As projeções da UNEM indicam que a produção brasileira de etanol de milho deverá se aproximar de 10 bilhões de litros na safra 2025/26. Para os próximos anos, a entidade estima continuidade da expansão industrial, com potencial para alcançar cerca de 17 bilhões de litros até 2034, à medida que novos projetos saiam do papel e as unidades autorizadas avancem para a fase de construção.

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