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Canaoeste aprova contas com superávit e avalia revisão do Consecana-SP

Assembleia reúne balanço, serviços prestados e agenda do setor

A Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) aprovou as contas do exercício de 2025 durante Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada em seu auditório, em Sertãozinho – SP, no dia 9 de abril. O encontro apresentou o desempenho financeiro, o balanço das atividades e abordou temas relevantes para o setor sucroenergético.

O resultado do período foi positivo, com registro de superávit, e as demonstrações financeiras receberam parecer favorável da auditoria independente e do Conselho Fiscal, formado por Paulo José Bis Meloni, Silvio Lovato e Roberto Costa Rosseti. Após a leitura dos relatórios, os associados aprovaram por unanimidade a pauta do dia.

Balanço operacional e atuação técnica em 2025

Na abertura da assembleia, o diretor executivo, Almir Torcato, apresentou o relatório de atividades, que apontou 24.971 atendimentos em 2025. A área agronômica concentrou a maior demanda, com mais de 16 mil atividades, incluindo visitas técnicas, análises de solo e acompanhamento de lavouras. O jurídico somou 3.468 atendimentos e soluções integradas, 2.937. Segundo a entidade, o retorno estimado ao associado foi de R$ 8 para cada R$ 1 investido, com média de 15 serviços por produtor.

A atuação técnica foi complementada por avanços em tecnologia, com uso ampliado de drones e início de operações de pulverização aérea, que atingiram cerca de 760 hectares. A geotecnologia somou 1.189 serviços, enquanto o CanaoesteLab reforçou o suporte analítico ao produtor, com foco na padronização de parâmetros ligados ao sistema Consecana-SP.

Outras iniciativas, como CanaoesteBio e SEMEIA, também ganharam escala. A biofábrica aplicou mais de 40 mil litros de insumos em cerca de 80 mil hectares e ampliou o portfólio com o ProtecBio, voltado ao controle de nematoides, além de manter produtos como CanaboveBio e CanametaBio. Na área de certificações, 13 associados obtiveram renovação do selo Bonsucro, somando 1,1 milhão de toneladas e 13,9 mil hectares certificados.

A agenda ambiental incluiu 1.277 atendimentos, com suporte em licenciamento, regularização e gestão hídrica. Após os incêndios de 2024, a entidade intensificou treinamentos e ações de prevenção, além de ampliar o atendimento por meio do programa Canaoeste Águas, com coletas e outorgas para uso de recursos hídricos.

A Canaoeste também ampliou sua atuação institucional, com participação em fóruns no Brasil e no exterior, incluindo agendas em Brasília e discussões sobre mercado de carbono, políticas públicas e sustentabilidade, além de articulações ligadas ao Consecana-SP. A estratégia de comunicação também avançou, com produção de informativos, geração de conteúdo técnico e maior presença na mídia especializada e de grande alcance.

Consecana ganha destaque na assembleia

Encerrada a AGO, a assembleia demandou uma explanação sobre a revisão do modelo Consecana-SP, tema que ocupou cerca de uma hora de troca de informações entre os participantes, diante do anúncio recente da assinatura do memorando de entendimento entre indústria e produtores.

Segundo o diretor executivo da Canaoeste, Almir Torcato, o memorando representa um avanço nas negociações, mas ainda não está consolidado em sua forma definitiva. “O memorando foi assinado, mas ainda não está de fato consolidado. A expectativa é de que haja um anúncio nos próximos dias, com a formalização dos próximos passos”, afirmou.

O presidente da Canaoeste, Fernando dos Reis Filho, avaliou que o processo consolidou parâmetros técnicos e tende a reduzir conflitos futuros. “Essa revisão foi muito importante porque estabeleceu as premissas técnicas para chegar a um acordo. Até então, isso não estava consolidado. Agora, em uma próxima revisão, o processo tende a ser mais direto”, afirmou.

Segundo Torcato, parte relevante das negociações foi consumida pela ausência de consenso sobre critérios técnicos. “Grande parte do tempo foi gasto discutindo premissas que não estavam acordadas. Isso alongou o processo. Agora esses pontos estão superados e a tendência é de uma revisão mais objetiva”, disse, em linha com a avaliação do presidente.

Ele destacou que temas operacionais, como custos e logística, foram determinantes para o avanço das tratativas. Com a definição dessas bases, a expectativa é de menor necessidade de rediscussão nas próximas revisões.

Apesar do avanço, o vice-presidente Marco Roberto Guidi ressaltou que o direito ao ajuste não é automático em todos os casos. “Aquilo que seria um direito passou a depender de negociação. Para quem entende que tem esse direito, o caminho é procurar a usina, buscar um entendimento e contar com o apoio da Canaoeste”, concluiu.

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