Frete rodoviário recua em maio, mas segue acima de 2025
Agronegócio mantém demanda aquecida e sustenta preços em 2026
O frete rodoviário de cargas no Brasil registrou queda de 6,85% em maio na comparação com abril, encerrando o mês em R$ 0,401 por tonelada por quilômetro rodado. O recuo ocorre após a forte valorização observada no mês anterior, quando o escoamento da soja elevou a demanda por transporte em diversas regiões do país. Apesar da acomodação, os preços permanecem 18,6% acima dos registrados em maio de 2025.
Os dados são do Índice Frete.com de Preços (IFP), que aponta uma desaceleração natural do mercado após o encerramento do pico logístico da safra de soja. Ainda assim, a movimentação do agronegócio segue como principal fator de sustentação do setor, impulsionada pelas exportações do complexo soja e pela expectativa de avanço da segunda safra de milho.
Sudeste lidera preços do transporte
Entre as regiões brasileiras, o Sudeste manteve os maiores valores médios de frete em maio, com R$ 0,432 por tonelada por quilômetro rodado. Em seguida aparecem Sul, com R$ 0,383, Nordeste, com R$ 0,351, Centro-Oeste, com R$ 0,331, e Norte, com R$ 0,316. A diferença entre os resultados está associada à concentração industrial, à infraestrutura logística e à intensidade da demanda por transporte em cada região.
Mesmo com a redução do índice nacional, os principais corredores logísticos continuaram operando em ritmo elevado, sobretudo no Sudeste e no Sul. O segmento industrial apresentou os maiores valores médios de frete em quatro das cinco regiões monitoradas, com destaque para o Sudeste, onde o indicador atingiu R$ 0,437 por tonelada por quilômetro rodado.
Agronegócio sustenta demanda em 2026
Os segmentos ligados ao agronegócio continuam entre os destaques do ano. As carrocerias graneleiras acumulam alta de 13,9% em 2026 frente ao mesmo período de 2025, enquanto as caçambas registram avanço de 17,7%, refletindo a continuidade do fluxo de cargas agrícolas e a necessidade de transporte para as próximas etapas da safra.
Em maio, os caminhões baú apresentaram o maior valor médio entre as principais carrocerias, alcançando R$ 0,629 por tonelada por quilômetro rodado. Na sequência aparecem os modelos sider, com R$ 0,545, e os graneleiros, com R$ 0,343.
Segundo a empresa responsável pelo índice, a retração registrada em maio representa um movimento de acomodação após a forte demanda observada no primeiro semestre. A expectativa é que a entrada da segunda safra de milho intensifique novamente a procura por transporte e mantenha o mercado logístico aquecido nos próximos meses.
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