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Tereos bate recorde em embarque de açúcar para a China

A Tereos realizou, em junho, o maior embarque de açúcar da história da companhia ao enviar 75 mil toneladas de açúcar VHP (Very High Polarization) para a China em um único navio. A operação foi conduzida pelo Terminal Integrador Luiz Antônio Mesquita (TIPLAM), na Baixada Santista, e superou o recorde anterior, de 70 mil toneladas, registrado em 2025.

Além do volume recorde, a operação marcou a atuação integrada da empresa em toda a cadeia comercial e logística. A venda foi conduzida pela trading da companhia, enquanto o navio foi fretado pela Tereos Commodities France (TCF), modelo que reúne em uma única estratégia as decisões comerciais, o planejamento logístico e a execução da exportação.

Segundo o diretor comercial da Tereos, Gustavo Segantini, o resultado reflete o avanço da empresa na gestão das operações internacionais. “A realização desse embarque histórico reforça a evolução da nossa capacidade operacional, comercial e logística. Esse resultado demonstra nossa competitividade no mercado internacional e a capacidade da nossa trading de identificar oportunidades estratégicas e conduzir operações de grande escala”, afirma.

Infraestrutura amplia capacidade de embarques

A operação contou com a estrutura do TIPLAM, que sincroniza o recebimento da carga, a armazenagem e o cronograma de atracação dos navios, permitindo maior eficiência na movimentação do açúcar destinado ao mercado externo.

Nos últimos cinco ciclos, o volume exportado pela Tereos por meio do terminal cresceu mais de 90%. Outro fator decisivo foi o aumento do calado do TIPLAM, que elevou a capacidade de embarque de um único navio de 60 mil para 75 mil toneladas, com possibilidade de expansão para volumes ainda maiores.

A logística também é favorecida pelo corredor ferroviário operado pela VLI, que conecta as unidades industriais da Tereos ao terminal portuário. O sistema reduz o fluxo de caminhões até o porto, diminui os impactos de congestionamentos e melhora a previsibilidade das operações de exportação.

Com a demanda internacional por açúcar permanecendo aquecida e investimentos em infraestrutura logística ampliando a capacidade dos corredores de exportação, operações de maior escala tendem a ganhar espaço nos próximos anos, fortalecendo a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo.

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