BNDES amplia apoio a bioinsumos com novo edital de R$ 40 mi
Banco soma mais de R$ 2,4 bi em ações de segurança alimentar
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um novo ciclo do programa BNDES Bioinsumos, com R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis destinados a cooperativas e associações da agricultura familiar para produção própria de bioinsumos. O lançamento ocorreu durante a 3ª Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em Brasília.
A chamada pública ficará aberta até 31 de agosto e dá continuidade à iniciativa iniciada em 2025, voltada à produção e multiplicação de bioinsumos acessíveis e replicáveis. No primeiro ciclo, encerrado em novembro do ano passado, quatro projetos foram selecionados, somando R$ 20 milhões, com apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O programa busca ampliar o acesso da agricultura familiar a insumos biológicos e reduzir a dependência de produtos convencionais. Entre os itens apoiados estão inoculantes microbiológicos, biofertilizantes, bioestimulantes, compostagem orgânica e agentes biológicos para controle de pragas.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa é estratégica para fortalecer a produção de alimentos saudáveis e acelerar a transição para modelos mais sustentáveis no campo. Já a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que o objetivo é consolidar uma política contínua de incentivo aos bioinsumos, com foco na autonomia produtiva das cooperativas e associações rurais.
Recursos para sistemas alimentares
O BNDES informou ainda que mobilizou mais de R$ 2,4 bilhões, entre 2023 e 2026, em iniciativas voltadas à segurança alimentar, agricultura familiar, bioeconomia e adaptação climática. Desse total, R$ 1,2 bilhão vieram do Fundo Amazônia, R$ 1 bilhão de recursos mistos com organismos internacionais e R$ 232 milhões do Fundo Socioambiental do banco.
Entre os programas apoiados estão o Sertão Vivo, com cerca de R$ 1 bilhão destinados a agricultores familiares do Semiárido, o Sertão + Produtivo, com R$ 100 milhões para fortalecimento da produção de alimentos, além do Ecoforte, que apoia redes de agroecologia e produção orgânica em todo o país.
Na Amazônia, o banco também mantém iniciativas voltadas à alimentação escolar, acesso à água, regularização fundiária e fortalecimento de cooperativas da sociobiodiversidade, integrando produção sustentável, conservação ambiental e inclusão produtiva.
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