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Embrapa amplia pesquisa em bioenergia e SAF com aporte da Finep

Projeto Bioinova acelera pesquisas em biocombustíveis e baixo carbono

A Embrapa vai ampliar sua atuação em pesquisa voltada à transição energética com um projeto que integra cinco unidades da estatal e prevê o desenvolvimento de soluções para biocombustíveis, bioinsumos e produção de energia renovável. A iniciativa, chamada Bioinova, receberá R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para modernização da infraestrutura de pesquisa e fortalecimento das atividades de inovação.

Com duração de 36 meses, o projeto envolve a atuação conjunta da Embrapa Agroenergia, Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Embrapa Trigo. O foco está no desenvolvimento de tecnologias capazes de transformar biomassa e resíduos agroindustriais em combustíveis renováveis, energia e insumos de base biológica, em linha com a expansão das políticas de descarbonização e do mercado de combustíveis de baixo carbono.

Segundo a empresa, o Bioinova foi estruturado com base em uma lógica de economia circular aplicada às biorrefinarias tropicais. A proposta é aproveitar resíduos gerados na própria cadeia de biocombustíveis para reduzir emissões e ampliar a sustentabilidade dos processos produtivos, incluindo rotas ligadas ao combustível sustentável de aviação (SAF), biohidrogênio, biometano e etanol.

Projeto mira novas matérias-primas e bioinsumos

Entre as principais metas do projeto está o desenvolvimento de canola tropicalizada para ampliar a oferta de óleo vegetal destinado à produção de biodiesel, diesel renovável e SAF. O Bioinova também prevê pesquisas com macaúba, microbiomas semiartificiais, bioinsumos produzidos a partir de resíduos agroindustriais e compostos derivados de lignina para uso agrícola.

Outra frente envolve processos para obtenção de etanol a partir de matérias-primas amiláceas, além de tecnologias voltadas à produção de biohidrogênio e biometano via biodigestão. Segundo a Embrapa, a intenção é ampliar alternativas energéticas para pequenas e médias propriedades rurais e diversificar as rotas industriais ligadas à bioenergia.

O projeto também inclui ferramentas de inteligência artificial, biotecnologia e modelagem ambiental e econômica para avaliação de sustentabilidade das tecnologias desenvolvidas. A expectativa é gerar dados capazes de subsidiar decisões de investimento e políticas públicas voltadas à transição energética e ao fortalecimento das cadeias agroindustriais de baixo carbono.

Infraestrutura multiusuária e contratação de profissionais

Além das pesquisas, o Bioinova prevê modernização do parque de equipamentos da Embrapa e ampliação da infraestrutura experimental e analítica. A estrutura terá caráter multiusuário, permitindo o atendimento de demandas de projetos internos e de parcerias técnico-científicas.

O projeto também prevê contratação de profissionais para reforçar as atividades de pesquisa, incluindo estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores já formados. Os recursos serão destinados ainda à manutenção de equipamentos e à execução de pesquisas de campo ao longo dos três anos de duração da iniciativa.

Segundo a Embrapa, a expectativa é ampliar o portfólio de soluções em biocombustíveis avançados, biogás, biometano, bioinsumos e novas matérias-primas voltadas à descarbonização da matriz energética e à competitividade do agronegócio brasileiro.

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