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Petrobras sinaliza alta da gasolina e mercado reage ao etanol

Estatal avalia reajuste com queda do etanol e pressão do petróleo

A Petrobras indicou que deve reajustar os preços da gasolina nas refinarias nos próximos dias, em meio à alta das cotações internacionais do petróleo e à pressão sobre os combustíveis no mercado doméstico. A sinalização foi feita pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026.

Segundo a executiva, a companhia monitora o comportamento do etanol hidratado antes de definir o reajuste da gasolina, devido à concorrência direta entre os dois combustíveis no Brasil. A queda recente dos preços do biocombustível passou a influenciar as decisões comerciais da estatal, principalmente diante da ampla frota flex do país.

Magda afirmou que o aumento “vai acontecer já já”, mas ressaltou que a Petrobras busca preservar participação no mercado nacional de combustíveis. A executiva destacou que a política comercial da companhia continua baseada no acompanhamento do cenário internacional, sem repasses imediatos das oscilações externas aos consumidores.

O movimento ocorre em um momento de volatilidade no petróleo, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos riscos de abastecimento global. A Petrobras também informou que avalia reajustes no gás natural e acompanha diariamente os preços internacionais para definir sua estratégia comercial.

Etanol ganha competitividade no mercado interno

A possível elevação da gasolina pode ampliar a competitividade do etanol hidratado nos postos, especialmente em estados produtores do Centro-Sul. Com a redução recente dos preços do biocombustível, a diferença de competitividade frente à gasolina voltou a favorecer o consumo do renovável em diversas regiões.

Durante a apresentação aos investidores, a presidente da Petrobras reconheceu que o etanol influencia diretamente as decisões sobre os preços da gasolina no país. Segundo ela, a estatal acompanha o comportamento do mercado brasileiro para evitar perda de participação diante do avanço do biocombustível.

O tema ganha relevância em um momento de avanço da moagem da safra 2026/27 no Centro-Sul, período em que tradicionalmente aumenta a oferta de etanol no mercado doméstico. A combinação entre maior disponibilidade do biocombustível e eventual reajuste da gasolina pode fortalecer a demanda pelo hidratado nas próximas semanas.

Petrobras reforça estratégia para combustíveis

A estatal também voltou a defender sua estratégia de ampliar a produção nacional de derivados. Magda Chambriard afirmou que a Petrobras trabalha para ampliar a autossuficiência em diesel e atender integralmente a demanda brasileira por gasolina nos próximos anos.

Segundo a companhia, os investimentos em refino seguem como prioridade no Plano de Negócios 2026-2030, com projetos voltados ao aumento da produção de diesel S-10, gasolina e combustíveis renováveis em refinarias como Replan, Repar e RNEST.

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