Raízen detalha aumento de capital que pode chegar a R$ 39,8 bilhões
Operação prevê emissão de ações e Units e terá valor mínimo de R$ 3,5 bilhões
A Raízen detalhou as condições do aumento de capital privado que poderá movimentar até R$ 39,8 bilhões e terá piso de R$ 3,5 bilhões, em comunicado na noite desta segunda-feira (26). A operação prevê três emissões simultâneas e integra o plano de recuperação extrajudicial da companhia e de determinadas controladas, homologado em junho deste ano.
A capitalização ainda depende da Assembleia Geral Extraordinária e da Assembleia Especial dos titulares de ações preferenciais, convocadas para sexta-feira (30), além de deliberação do Conselho de Administração prevista para 6 de novembro.
No limite máximo, poderão ser emitidas cerca de 159,2 bilhões de novas ações. O cálculo considera que a Cosan não exercerá seu direito de preferência na subscrição das ações preferenciais classe B. A homologação parcial será permitida desde que seja atingida a subscrição mínima de 14 bilhões de ações.
A estrutura definida pela Raízen prevê ações ordinárias ao preço de R$ 0,25 cada, ações preferenciais classe B também a R$ 0,25 e Units por R$ 0,50. Cada Unit será formada por uma ação ordinária e uma ação preferencial classe A.
Acionistas terão preferência nas três emissões
Os acionistas poderão exercer o direito de preferência separadamente ou combinar os três tipos de valores mobiliários. A companhia informou que não haverá subscrição de sobras e que os recursos obtidos serão integralmente destinados à Raízen, conforme previsto no plano de recuperação extrajudicial.
A nova data de corte será 6 de novembro. Terão direito de preferência os investidores que forem acionistas ao fim do pregão daquele dia. Os papéis adquiridos a partir de 9 de novembro serão negociados sem o direito de participar da capitalização.
Para cada ação detida na data de corte, o investidor terá direito de subscrever novas ações ordinárias em proporção equivalente a 153,58970572212%, mesmo percentual aplicável às preferenciais classe B. Para as Units, o fator será de 649,30286755628%.
Segundo a Raízen, os percentuais foram definidos para permitir que os acionistas que exerçam integralmente a preferência possam manter, pelo menos, sua participação proporcional no capital social. A empresa recomenda que os investidores considerem a subscrição de Units, que deverão concentrar maior liquidez após a conclusão da operação.
Período de preferência começa em novembro
O prazo para exercício do direito de preferência começa em 9 de novembro e termina em 8 de dezembro, totalizando 30 dias corridos. As novas ações ordinárias e as Units serão negociadas na B3, enquanto as preferenciais classe B emitidas na capitalização não terão negociação em bolsa ou mercado de balcão organizado.
Outra mudança ocorrerá a partir de 3 de novembro. As ações preferenciais da Raízen atualmente negociadas pelo código RAIZ4 passarão a ser identificadas como ações preferenciais classe A e terão o código RAIZ55. O fator de cotação e o lote padrão serão de 100 ações.
A companhia ressaltou que a alteração não modifica a quantidade de papéis detida pelos investidores, seus direitos ou o valor das posições. A mudança afeta apenas a forma de expressão do preço dos ativos.
Pelo cronograma indicativo, o Conselho de Administração deverá deliberar sobre a aprovação do aumento de capital em 6 de novembro. A homologação está prevista para 16 de dezembro, com crédito dos novos valores mobiliários aos investidores em 18 de dezembro.
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