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Selic cai para 13,75%, mas Copom mantém cautela com novos cortes

Banco Central reduz juros em 0,25 ponto e mantém atenção sobre inflação

O Comitê de Política Monetária reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, em decisão unânime. Apesar do início da flexibilização, o Banco Central evitou indicar os próximos movimentos e reforçou que o cenário ainda exige cautela diante das expectativas de inflação acima da meta.

Na avaliação do Copom, houve moderação da atividade econômica desde a reunião anterior, principalmente nos segmentos mais sensíveis aos juros. Os indicadores de inflação também apresentaram melhora recente, mas as expectativas continuam acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

O balanço de riscos permanece mais elevado que o usual. Entre as possíveis pressões de alta estão a desancoragem das expectativas, os preços de energia e alimentos, a resistência da inflação de serviços e os efeitos de uma eventual depreciação cambial. No sentido contrário, uma desaceleração mais intensa das economias brasileira e mundial e uma queda mais forte das commodities poderiam reduzir as pressões inflacionárias.

Inflação segue acima do centro da meta

O Copom elevou marginalmente suas projeções para o IPCA. A estimativa para 2026 passou a 5,2%, enquanto a de 2027 ficou em 3,9%. Para 2028, atual horizonte relevante da política monetária, a projeção permaneceu em 3,2%, acima do centro da meta de 3%.

O ambiente internacional também permanece no radar do Banco Central. O Comitê citou as incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio e à condução da política monetária nas economias avançadas, além da volatilidade dos mercados financeiros e dos preços das commodities.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4%. As projeções divulgadas pela autoridade monetária indicaram juros em 4,1% no fim de 2026, acima dos 3,8% estimados anteriormente, diante de uma inflação ainda persistente e de uma economia considerada resiliente.

Para o mercado brasileiro, o Assessoramento Econômico do Banco do Brasil avalia que os vértices curtos e intermediários da curva de juros podem apresentar viés de queda. Na parte longa, a expectativa é de leve pressão de alta, acompanhando o movimento dos títulos americanos. No câmbio, a redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, combinada ao fortalecimento global do dólar, pode aumentar a pressão sobre o real.

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