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Soja e milho recuam com pressão do petróleo e câmbio

Mercado monitora guerra no Oriente Médio e safra dos EUA

As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, somadas à volatilidade do petróleo, ao avanço da safra norte-americana e à valorização do real frente ao dólar, pressionaram os mercados de soja e milho na última semana, segundo análise divulgada pelo Banco do Brasil na quinta-feira (8), no boletim Conexão Mercado Agro.

No cenário internacional, o fechamento do Estreito de Ormuz manteve os investidores atentos ao risco de escalada no Oriente Médio. Apesar disso, sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã ajudaram a aliviar parte da pressão sobre o petróleo Brent, que encerrou a semana próximo de US$ 100 por barril.

Nos Estados Unidos, os dados mais fortes do mercado de trabalho reforçaram a expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo pelo Federal Reserve, aumentando a cautela dos investidores diante do cenário inflacionário global.

Soja recua com safra americana e dólar mais fraco

O mercado da soja registrou nova semana de volatilidade na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionado principalmente pela queda do petróleo e pelo avanço acelerado do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos. As condições climáticas favoráveis nas regiões produtoras norte-americanas também contribuíram para o movimento de baixa das cotações.

No Brasil, a colheita da safra 2025/26 já supera 96% da área cultivada, enquanto o ritmo de negociações segue lento em razão da desvalorização do dólar e da retração dos preços internacionais. O indicador Cepea em São Paulo fechou em R$ 127,38 por saca no dia 7 de maio, com queda semanal de 1,2%.

Entre as principais praças acompanhadas, Rio Verde – GO registrou cotação de R$ 106 por saca, enquanto Sorriso – MT encerrou a semana em R$ 103,40.

Milho sente pressão do câmbio e aumento da oferta

No mercado do milho, a valorização do real pressionou as cotações internas e levou os contratos negociados na B3 para patamares próximos de R$ 66,50 por saca. Ao mesmo tempo, o aumento das estimativas de produção reforçou a percepção de maior oferta disponível no mercado brasileiro.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) revisou a safra estadual para 52,65 milhões de toneladas, alta de 1,8% em relação à projeção de abril. Mesmo com a pressão baixista, os preços médios permaneceram estáveis nas principais regiões produtoras entre os dias 4 e 8 de maio. O indicador Cepea em São Paulo encerrou a semana em R$ 66,07 por saca, com recuo semanal de 1,3% e queda de 13% na comparação anual.

Para os próximos dias, o mercado acompanha a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para 12 de maio, além das condições climáticas nas lavouras norte-americanas. O plantio do milho nos EUA já alcança 38% da área prevista, acima da média histórica de 34% para o período.

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