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Rússia suspende exportações e eleva risco nos fertilizantes

Medida sobre nitrato de amônio amplia pressão global de custos

A Rússia suspendeu por um mês as exportações de nitrato de amônio, até 21 de abril, para priorizar o abastecimento interno durante a temporada de plantio no Hemisfério Norte. As informações são da Reuters. O país responde por até 40% do comércio global desse fertilizante nitrogenado, amplamente utilizado no início do ciclo agrícola.

A decisão ocorre em um momento de oferta global já restrita. O Ministério da Agricultura russo interrompeu a emissão de novas licenças de exportação, mantendo exceções apenas para contratos governamentais. Segundo a pasta, a medida busca garantir o atendimento da demanda doméstica em meio ao aumento das compras externas.

O cenário é agravado por limitações produtivas. A Rússia não deve elevar sua produção neste ano diante da crise logística internacional, intensificada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde transitam cerca de 24% do comércio global de amônia, insumo essencial para a fabricação do nitrato de amônio. Além disso, ataques com drones a uma unidade da Acron reduziram a capacidade industrial do país, com normalização prevista apenas a partir de maio.

A restrição de oferta reforça a volatilidade no mercado de fertilizantes, que já vinha pressionado por fatores geopolíticos. Dados do Agro Mensal de março do Itaú BBA indicam que a ureia subiu cerca de 40% em duas semanas, alcançando USD 660 por tonelada CFR no Brasil. O movimento reflete a escalada de tensões no Oriente Médio, que afetou a produção e a logística de nitrogenados em países do Golfo.

Além da ureia, os fosfatados também registraram valorização, com alta de 7% e preços próximos de USD 795 por tonelada CFR, influenciados pela menor oferta de enxofre. O potássio apresenta maior estabilidade relativa, ainda que sustentado por custos logísticos elevados.

Com a Rússia entre os principais fornecedores de nitrato de amônio para mercados como Brasil e Índia, a suspensão das exportações tende a reforçar a disputa global por insumos e a manter os preços em níveis elevados no curto prazo.

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