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13º Encontro Técnico reforça prevenção e integração no setor

Queda nos incêndios em 2025 orienta ações para safra 2026/27

O 13º Encontro Técnico entre o Setor Sucroenergético e a Polícia Militar Ambiental reforçou a integração entre produtores, usinas e órgãos públicos na prevenção de incêndios para a safra 2026/27. Durante o evento, realizado no dia 9 de abril, no Centro de Cana do Instituto Agronômico (IAC), em Ribeirão Preto (SP), foram divulgados os resultados da Operação SP Sem Fogo, que registrou em 2025 redução de 84% na área queimada de vegetação nativa e queda de 50% no número de focos.

Os dados foram apresentados pelo capitão Emerson Mioransi, do 4º Batalhão da Polícia Ambiental, e refletem uma melhora significativa em relação a 2024, ano marcado por uma das estiagens mais severas da década e aumento expressivo de ocorrências. “Mesmo diante de condições climáticas adversas, a operação alcançou os menores índices já documentados, o que evidencia a eficácia das ações preventivas e da integração entre os órgãos”, afirmou.

O encontro reuniu representantes da Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Defesa Civil, Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (ORPLANA) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), com foco na preparação para a fase vermelha da operação, que começa em maio.

Integração e normas ampliam controle

De acordo com Mioransi, a estratégia para 2026 mantém o foco na atuação conjunta entre poder público e iniciativa privada, com uso ampliado de tecnologia e ações antecipadas.

O diretor da Diretoria de Proteção e Fiscalização Ambiental (DPFA) da SEMIL, Kauê Gonçalves Grecco, destacou que as diretrizes nacionais estão consolidadas nas resoluções COMIF nº 2/2025 e nº 3/2025, que tratam dos planos de manejo integrado do fogo e das exigências mínimas de prevenção. Segundo ele, o estado avança na regulamentação do artigo 56 A e prioriza ações educativas, com fiscalização no entorno de 26 unidades de conservação.

Grecco também ressaltou a nova rodada do Acordo São Paulo Mais Verde, prevista para maio, com convite a usinas e produtores, além da possibilidade de adesão voluntária para regularização de autos de infração.

Setor reforça prevenção e cobra alinhamento

A gerente de sustentabilidade da UNICA, Renata Camargo, chamou atenção para a necessidade de segurança jurídica no uso do contrafogo, técnica considerada essencial em incêndios de maior intensidade. O major Jean Gomes, do Corpo de Bombeiros, afirmou que o uso do fogo como ferramenta de combate está em processo de normatização, sendo uma das principais alternativas em cenários críticos.

O representante da CETESB, Otávio Okano, reforçou a importância da comunicação prévia dessas ações aos órgãos ambientais para evitar interpretações equivocadas e acionamentos desnecessários.

Ações em campo e educação ampliam resultados

A gerente de sustentabilidade da Lins Agroindustrial, Olivia Pinheiro, destacou a importância da integração entre empresas, autoridades e municípios, com iniciativas de conscientização voltadas ao período seco.

O representante da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Fábio Lucheta Isaac, da CATI de Ribeirão Preto, destacou o avanço das ações de orientação no campo, com treinamentos, cursos e atividades práticas voltadas aos produtores, incluindo técnicas de compostagem e combate inicial a focos de incêndio.

A gestora da Fundação Florestal, Alessandra Nicolau Pinheiro, ressaltou a reestruturação da entidade após os impactos de 2024, com reforço de equipes, aquisição de equipamentos e uso de tecnologia, além da importância dos produtores e usinas na proteção das unidades de conservação.

O CEO da ORPLANA, José Guilherme Nogueira, destacou que a união entre os agentes é essencial para reduzir riscos e garantir produtividade. “Menos fogo significa mais produção, mais produtividade e melhores condições de rentabilidade para o produtor”, afirmou.

O comandante do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo, coronel PM Leandro Carlos Navarro, destacou a participação de mais de 200 pessoas no encontro e o avanço da cooperação entre os órgãos.

Canaoeste destaca atuação dos produtores

O gestor de sustentabilidade da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste), Fábio de Camargo Soldera, destacou que o encontro permite esclarecer dúvidas e alinhar estratégias para a safra 2026/27. Segundo ele, após um cenário crítico em 2024 e melhora em 2025, a expectativa é de um ciclo com menos incêndios.

“É um momento de aproximação com a polícia para esclarecer dúvidas e alinhar ações para a safra. Em 2024 tivemos um ano muito difícil, com poucas chuvas e muitos incêndios. Em 2025, pelos dados apresentados, já houve uma redução importante nos focos. Agora caminhamos para a safra 2026/27 com expectativa de um bom ano e menor ocorrência de incêndios”, afirmou.

Soldera ressaltou o papel das associações na organização das ações de combate. “Cada associação tem seu modelo de gestão, mas todas atuam de forma proativa na prevenção e no combate a incêndios. Em muitos casos, há integração com as unidades industriais por meio dos Planos de Auxílio Mútuo, o PAM, que reúne estruturas de usinas e produtores para atuação conjunta”, disse.

Segundo ele, a mobilização exige esforço contínuo. “É um trabalho intenso reunir as informações dos produtores e disponibilizar dentro dos prazos para as polícias ambientais. O interesse do setor é claro. Ninguém coloca fogo na própria casa, e no campo não é diferente”, afirmou.

O gestor também destacou a necessidade de ampliar a capacitação. “Hoje, muitas vezes, o combate é feito por colaboradores das propriedades, que não são brigadistas especializados. Isso reforça a importância de treinamento com apoio do Corpo de Bombeiros”, disse.

Para o assistente de serviços ambientais da Canaoeste, Ricardo Bazzo Rodrigues Vaz, o alinhamento com os órgãos públicos é essencial. “É um evento muito importante porque permite orientar os produtores sobre como agir na prevenção e no combate aos incêndios, além de fortalecer a articulação com todos os envolvidos”, afirmou.  A associação foi representada também por Gabriel Roque Perticarrari, analista de Sustentabilidade e Enzo Daniel Meloni Rizzi, auxiliar de Geotecnologia.

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