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Cana entra em fase crítica diante de seca e risco de geadas

Mudança no clima exige reforço no manejo dos canaviais

O avanço da safra 2026/27 levou os produtores de cana-de-açúcar a uma nova etapa no campo. Após um início de ciclo marcado por chuvas acima da média em diversas regiões do Centro-Sul, o foco agora passa a ser o enfrentamento do período seco e a preparação das lavouras para possíveis episódios de geadas nos próximos meses.

Em parte das áreas produtoras, maio ainda é marcado pela conclusão do plantio, cenário considerado fora do padrão para a época. Segundo Camillo Ferrarezi Giachini, engenheiro agrônomo de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o excesso de precipitações nos primeiros meses do ano alterou o calendário operacional da cultura.

“O mês de maio normalmente concentra o encerramento do plantio, mas neste ano muitos produtores ainda finalizam operações por causa do volume de chuvas registrado no início da safra”, afirma.

Enquanto isso, a colheita avança em diferentes regiões produtoras com expectativa positiva para a produtividade agrícola. Em contrapartida, os índices de ATR, indicador que mede a concentração de açúcares recuperáveis da cana, seguem abaixo do observado em safras anteriores.

Monitoramento das áreas ganha importância

Com a redução das chuvas, produtores passam a concentrar esforços no desenvolvimento das áreas recém-implantadas. O objetivo é evitar perdas de vigor em um momento decisivo para o estabelecimento do canavial. Além da preocupação com disponibilidade hídrica, o período também exige atenção ao controle de plantas daninhas. O monitoramento das áreas se torna essencial para identificar escapes e evitar competição por água, luz e nutrientes.

“Esse é um momento que exige presença constante no campo para avaliar a eficiência dos herbicidas aplicados. Caso ocorram escapes, o produtor precisa agir rapidamente para preservar o desenvolvimento da cultura”, destaca Giachini. Segundo o especialista, tecnologias voltadas ao manejo químico vêm sendo utilizadas para ampliar a proteção inicial da lavoura e manter o canavial limpo durante as fases de crescimento mais sensíveis.

Estratégias preventivas avançam no campo

A proximidade do inverno também amplia a adoção de práticas ligadas ao manejo fisiológico da cana-de-açúcar. As estratégias buscam reduzir os efeitos do estresse hídrico e das baixas temperaturas sobre o desenvolvimento das plantas.

Entre os principais objetivos estão o fortalecimento do sistema radicular, a preservação das folhas ativas e o estímulo ao perfilhamento. Biossoluções à base de extratos de algas e compostos orgânicos têm ganhado espaço nas áreas produtoras justamente para auxiliar a cultura em períodos de maior pressão climática.

“Além da seca, algumas regiões começam a monitorar riscos de geadas. Por isso, o produtor precisa atuar preventivamente para preservar o potencial produtivo da lavoura”, afirma Giachini.

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