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Eventos climáticos ampliam risco bilionário à economia global

Relatório projeta perdas de US$ 898 bilhões nos próximos anos

O risco de eventos climáticos extremos já provoca impactos financeiros relevantes sobre empresas, governos e cadeias produtivas em todo o mundo. Levantamento divulgado pelo CDP, organização global sem fins lucrativos especializada em divulgação ambiental corporativa, mostra que as perdas associadas a enchentes, secas, ondas de calor e ciclones podem alcançar US$ 898 bilhões nos próximos dois anos.

O estudo indica que quase metade dos riscos climáticos identificados deve se materializar até 2028, colocando os eventos extremos no centro das decisões atuais de investimento, operações e gestão de riscos. Apesar disso, apenas 35% das 11.261 empresas que reportaram dados ambientais completos ao CDP em 2025 classificaram esses eventos como um risco financeiro material.

Ainda assim, as companhias informaram perdas reais próximas de US$ 3 bilhões somente em 2025, principalmente ligadas ao aumento de custos operacionais e paralisações nas atividades. As chuvas intensas lideraram os prejuízos registrados entre as empresas respondentes, somando US$ 1,5 bilhão em perdas financeiras.

Impactos sobre produção e ativos

As projeções do relatório mostram que as inundações podem gerar impactos financeiros de US$ 528 bilhões nos próximos anos. Os ciclones aparecem na sequência, com perdas estimadas em US$ 161 bilhões, enquanto as chuvas intensas devem responder por outros US$ 86 bilhões.

Segundo o CDP, a redução da capacidade produtiva tende a representar US$ 326 bilhões das perdas projetadas. Outros US$ 218 bilhões estão relacionados à desvalorização ou desativação antecipada de ativos. O relatório destaca ainda que os impactos climáticos não devem atingir apenas empresas isoladamente, mas também infraestrutura, logística, serviços públicos, mercado de seguros e cadeias globais de suprimento.

Apesar da dimensão dos prejuízos, o custo para mitigar os riscos ambientais segue significativamente inferior. O relatório Disclosure Dividend 2025 aponta que o custo médio dos riscos ambientais por empresa foi estimado em US$ 39,4 milhões, enquanto as ações de mitigação exigiriam, em média, US$ 3,1 milhões, valor quase 13 vezes menor.

Governos enfrentam restrições financeiras

Entre os governos subnacionais, o cenário também preocupa. Das 1.005 cidades, estados e regiões de 80 países que participaram do levantamento, 62% afirmaram já sofrer impactos significativos de eventos climáticos extremos. Mais de 60% esperam aumento na frequência ou intensidade de fenômenos como calor extremo, enchentes urbanas e secas.

O estudo mostra ainda que quase um quarto dessas administrações identifica o setor financeiro e de seguros como altamente exposto aos riscos climáticos. Ao mesmo tempo, mais de 60% possuem projetos de adaptação que ainda dependem de financiamento adicional, revelando uma lacuna global estimada em pelo menos US$ 34 bilhões.

Além disso, 46% relatam restrições orçamentárias que dificultam investimentos em infraestrutura resiliente e adaptação climática. Para o CDP, ampliar a divulgação pública de dados ambientais e fortalecer a coordenação entre governos, empresas, reguladores e instituições financeiras será fundamental para reduzir vulnerabilidades econômicas e limitar os impactos financeiros associados às mudanças climáticas.

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